E fica aqui contada o regresso, hoje, 4ª.
Domingo, 21 foi longo, muito longo!... A noite foi passada em casa do amigo Raj, de onde escrevo agora, de Sábado para Domingo (coisas de sair até tarde e não querer voltar para Brooklyn. A casa do gatito que dormia (e não só) em cima da minha mala, me saltava para a cama a meio da noite e não tinha lavatório nem cozinha foi substituída pela do Raj. Para tal, havia que recolher as coisas de Brroklyn (a 45 minutos daqui), fechar a casa, alimentar o gato e voltar com a mala atrás, num taxi que nem era dos amarelos e giros. Tudo isto, depois de ter dormido 4,5 horas ao final de um dia de caminhada interminável pela 1ª descoberta de NY. Quando cheguei ao apartamento do Raj, de volta, aqui em Wall Street, já o cansaço me deixava um olho para cada lado. Mas ainda não era o momento de descansar. Tinha exactamente 2 minutos para me despedir, recolher as coisas para a nova viagem e estadia, aprender a fechar a casa e voar para o próximo taxi que me levaría ao autocarro para Phily. Mochila às costas, mais mala de computador e casaco, suor a escorrer pela testa e cansaço por todo o lado, lá vou eu a entornar para um lado e para o outro enquanto a o táxi tenta, a toda a velocidade a que foi condicionado pelo "leve esta jovem o mais rápido possível a Penn Station, que tem um bus para apanhar en 20 minutos!". Depois de ouvir os pneus chiar umas quantas vezes, o tráfico novayorquino parou-nos a 3 blocos, que percorri a pé (no que podia dos pés, já cansados de tanta volta).
Corro, apresso-me e quando chego o bus ainda lá está. Não, este era uma anterior e como não tinha bilhete tinha que ir para o "stand in" (aglomerado de 5 ou 6 pessoítas, no meio do passeio enorme com mais de 100 pessoas em espera. Sol, calor, muita gente, confusão q.b (parecia mais a entrada para um concertão do que para os autocarros da Megabus), indefinição de nova hora de partida... E a tudo isto, ainda eram 13horas e eu já tinha feito 12091209832134 Km por toda a cidade.
Depois de 3 horas entre espera e pizza comida de pé, o último bus foi. Sem nós. Já estava eu a pensar em que raio de transporte me poria em Philadelphia o mais rapidamente possível e a semi praguejar, quando o jovem com mesmo destino decidi tentar outra alternativa. Apresentamo-nos e começamos nova aventura. Nessa altura, já assumido que não chegaria tão cedo, mudei o chip e fui seguindo o Cowetz (pronuncia-se de forma parecida a "cohete" espanhol, pelo que lhe passei a chamar fireworks. Estava estabelecida a proximidade! De repente, aquele rapaz de comentários meios cortantes que tinha estado na mesma fila que eu, transforma-se num adorável companheiro de viagem. Do pouco dinheiro que tinha, partilhou comigo senhas de metro e comprou-nos amêndoas torradas. Percorremos metade da cidade em busca de outros meios de chegar ao destino sem ter de pagar 90 dólares e ainda no próprio dia. Ao fim de tanta corrida, de tanta pergunta, de tanta pateada pela cidade, lá chegamos ao bairro chinês. Respiramos de alívio e sentamo-nos no bus que nos embalaría durante 2 horas. O queridíssimo e disponível fireworks acompanhou a paisagem com explicações alegres e um sentido tão positivo e vivo como os olhos de menino que lhe reluziam na cara. Apesar de todo o cansaço, de todo o chateanço do atraso e da fome toda, a viagem foi um agradável embalar, feita com um aparente amigo de muito tempo...
No final de tudo ficam histórias para contar, alegria por se poder andar por aí a mexer e um bom exemplo de confiança e inter-ajuda entre humanitos que se encontram por aí...
E hoje, foi o regresso. Sem contratempos, tudo deslizou perfeito. Nem o facto de não ter ideia das horas dos autocarrros impediu que chegasse à estação e apanhasse o 1º que saía. 2 horas e estava de volta à casa em Wall Street, na NY que me esperava.
Do que pude ver na 1,4 horas de caminho a pé desde a estação até casa, estava assim, a dita:
Do que pude ver na 1,4 horas de caminho a pé desde a estação até casa, estava assim, a dita:
Com belos candeeiros de velas, nos jardins escuros em frente ao City Hall...
Com a hora marcada não em formato digital, na cidade de néon por todo o lado.
E agora, que falta apenas o Sábado de belas imagens para partilhar, descanso o corpo e a mente. Que o novo dia traga sol e bons pés para caminhar. A cidade espera lá fora!
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