Sábado de manhã. Há sol na rua (cá dentro também).
Há um pequeno-almoço tomado a dois, ao balcão do pequeno bar que tem, na mesma proporção, bons croissants, música jazz e livros espalhados.
Saída à rua, levados por um raio de sol.
Caminhada a passos preguiçosos mas engrenados, com olhos franzidos para proteger da luz que incide e da luz que reflectimos.
O adeus e a continuação, já sozinha, numa leveza matutina de dias de sol. Subo à biblioteca de donde resgato 4 livros de BD e 2 CD's de jazz (cultura na medida certa:). Sigo o caminho, de volta a casa, neste percurso curto, de vida de bairro e vida familiar, onde páro para 3 compras de comida essencial: o meu peixe, os meus vegetais, a minha gulodice. Uma vez mais, o básico:)
O caminho segue pelo mercado, entre vendedoras de tudo, até à banca dos morangos-de-boa-cara-e-baratos. Levo meio quilo na saca e a baba a escorrer.
Uma manhã de bairro, com gente fora e dentro.
Uma tarde de casa, sozinha (aproveitar uma casa que se partilha entre 3, sozinha, é daqueles privilégios a que me aferro com todos os dentes e o aparelho!), numa harmonia ganha nas primeiras horas do dia. Há trabalho de brainstorming num café na pracinha cá perto, com companheira de master electrizada pelo volume de trabalho que nos atribuem. Há jantar leve e em seguida uma noite esvoaçante, com gente Amiga que voou do país ao lado e de repente me partilha os sítios que considero especiais. E estou no meu café do costume a falar em português e a rir em português com gente do meu lado luso.
Há Sábados que enchem a vida, porque têm romance, morangos, BD, Amigos, croissants de chocolate, paz e uma harmonia que sabe bem....
Sunday, February 24, 2008
Friday, February 22, 2008
Experiências....
De 12 a 19 passaram dias, 4 camas, 3 cidades, muitos contextos.
Madrid, em forma de feira Fyvar, com cursos, stands, sócios, jantares de gala, muito sono e cansaço. Partilha de filas de taxi com gente da Cibelles y da ARCO (e eu na de reclmame publicitário!.. Puf!); trocas de roupa em WC's de hoteis de 5 estrelas; conversas com gente recém-conhecida; gargalhadas matutinas de quem se empiriquita sem convicção; almoços de sandes de tortilla y bocatas de pão de molde durante 4 dias seguidos;....
Logo Madrid em forma de amizade. Partilhas geográficas de quartos de hotel e de passos ao sol, no Passeo del Prado. Conversas longas entre ruas largas e estreitas. Cumplicidades e cafés tomados em sítios bonitos. Ler o jornal com a luz de fim de tarde na capital de Espanha e rir.... Porque apetece e porque se relaxa, por fim...
E no piscar de olhos que separa a noite (já bastante noite) do dia (ainda pouco de dia), apanho um voo e mudo de capital. Chego à capital Lusa com chuva mas dois amigos à espera.
E o quente de dentro cresce entre almoços saudáveis e uma tarde de relaxe televisivo. À noite há feijoada para jantar! E todo o dia é preenchido por acolhimento e familiaridade de amigos do peito e conversas sobre tudo.
Na manhã seguinte, entre grossos pingos de chuva que deixam Lisboa quase subersa e me obrigada a 1 hora a mais no autocarro, parto rumo a Leiria.
Aí não há a familiaridade dos amigos, mas há um quente que surpreende!
Um almoço inesperado com uma nova conhecida e uma recepção em grande pelos desconhecidos anfitriães. Desde a praça principal da cidade, até à torre da Sé.
E nesse dia deixei-me à aventura: passei pela casinha do sineiro, onde se passa o crime do Padre Amaro para ir tocar carrilhões prá cidade; comprei o meu abastecimento de Nestum numa mercearia que tem gente da terra e não paquistaneses e comprei biscoitos bons, de canela; falei com muita gente e assisti a duas aulas de teatro e música para bebés (e participei!!!!!!); sem mudar de roupa e sem pentear o cabelo jantei um sofisticado prato de peixe num restaurante à média luz , onde falei do meu Projecto e das minhas viagens; segui daí para a sala de cores que me esperava, onde a formação "Posso toc'arte?" começaria, com muita gente sentada em almofadas e música a ecoar.
No fim, o cansaço apoderando-se do corpo, veio o chá e mais uma cama, num quarto de brincar, com vestidos de fada e super-homem no armário em frente.
E o dia seguinte amanheceu (acho que ainda não tinha amanhecido:) em Leiria, continuou até Lisboa em conversas de carro inesperadas, passou horas num aeroporto cheio de gente em esperas e por fim terminou em Barcelona. Em casa por todo o lado.....
Foi uma semana de sensações, de aventuras, de olhos cheios, de querer guardar tudo em caixas grandes.
Foi uma semana grande que me faz um pouco grande....
À Cristina, à Isabel, ao Alberto, ao Pablito, à Lena, ao Luís, à Paula Carvalho, ao Paulo Lameiro, à Patrícia,.... A cada sorriso e a cada cara de cansaço. Em terras de Espanha ou lusas. Um obrigada levezinho por ter valido a pena!
Madrid, em forma de feira Fyvar, com cursos, stands, sócios, jantares de gala, muito sono e cansaço. Partilha de filas de taxi com gente da Cibelles y da ARCO (e eu na de reclmame publicitário!.. Puf!); trocas de roupa em WC's de hoteis de 5 estrelas; conversas com gente recém-conhecida; gargalhadas matutinas de quem se empiriquita sem convicção; almoços de sandes de tortilla y bocatas de pão de molde durante 4 dias seguidos;....
Logo Madrid em forma de amizade. Partilhas geográficas de quartos de hotel e de passos ao sol, no Passeo del Prado. Conversas longas entre ruas largas e estreitas. Cumplicidades e cafés tomados em sítios bonitos. Ler o jornal com a luz de fim de tarde na capital de Espanha e rir.... Porque apetece e porque se relaxa, por fim...
E no piscar de olhos que separa a noite (já bastante noite) do dia (ainda pouco de dia), apanho um voo e mudo de capital. Chego à capital Lusa com chuva mas dois amigos à espera.
E o quente de dentro cresce entre almoços saudáveis e uma tarde de relaxe televisivo. À noite há feijoada para jantar! E todo o dia é preenchido por acolhimento e familiaridade de amigos do peito e conversas sobre tudo.
Na manhã seguinte, entre grossos pingos de chuva que deixam Lisboa quase subersa e me obrigada a 1 hora a mais no autocarro, parto rumo a Leiria.
Aí não há a familiaridade dos amigos, mas há um quente que surpreende!
Um almoço inesperado com uma nova conhecida e uma recepção em grande pelos desconhecidos anfitriães. Desde a praça principal da cidade, até à torre da Sé.
E nesse dia deixei-me à aventura: passei pela casinha do sineiro, onde se passa o crime do Padre Amaro para ir tocar carrilhões prá cidade; comprei o meu abastecimento de Nestum numa mercearia que tem gente da terra e não paquistaneses e comprei biscoitos bons, de canela; falei com muita gente e assisti a duas aulas de teatro e música para bebés (e participei!!!!!!); sem mudar de roupa e sem pentear o cabelo jantei um sofisticado prato de peixe num restaurante à média luz , onde falei do meu Projecto e das minhas viagens; segui daí para a sala de cores que me esperava, onde a formação "Posso toc'arte?" começaria, com muita gente sentada em almofadas e música a ecoar.
No fim, o cansaço apoderando-se do corpo, veio o chá e mais uma cama, num quarto de brincar, com vestidos de fada e super-homem no armário em frente.
E o dia seguinte amanheceu (acho que ainda não tinha amanhecido:) em Leiria, continuou até Lisboa em conversas de carro inesperadas, passou horas num aeroporto cheio de gente em esperas e por fim terminou em Barcelona. Em casa por todo o lado.....
Foi uma semana de sensações, de aventuras, de olhos cheios, de querer guardar tudo em caixas grandes.
Foi uma semana grande que me faz um pouco grande....
À Cristina, à Isabel, ao Alberto, ao Pablito, à Lena, ao Luís, à Paula Carvalho, ao Paulo Lameiro, à Patrícia,.... A cada sorriso e a cada cara de cansaço. Em terras de Espanha ou lusas. Um obrigada levezinho por ter valido a pena!
Tuesday, February 5, 2008
El hogar...
Sentir-te em casa é sair da estação de metro, vinda da faculdade, com os nervos à flor da pele e ter um sorriso e dois ouvidos à tua espera. Um ser humano de olhos verdes e coração aberto a ti que se senta, te ouve e te apoia ou te dá na cabeça segundo vás necessitando; que te moa a pobre da salada russa porque nem isso podes comer porque foste ao dentista à tarde apertar os arames. Que te beije a testa e te mande descansar ao mesmo tempo que te manda beijos quentinhos.
Sentir-te em casa é chegar ao 34, ppl e ter a mesa posta, sopa feita e um companheiro de casa e o seu affair sentados no sofá a dizer que chegaste tarde e perguntar-te como estás e que pareces cansada....
É ouvir as "boas noites" em uníssono e ver, como ultima coisa antes de ir dormir, um sorriso de pijamas...
Isto é sentir-te em casa.
Sentir-te em casa é chegar ao 34, ppl e ter a mesa posta, sopa feita e um companheiro de casa e o seu affair sentados no sofá a dizer que chegaste tarde e perguntar-te como estás e que pareces cansada....
É ouvir as "boas noites" em uníssono e ver, como ultima coisa antes de ir dormir, um sorriso de pijamas...
Isto é sentir-te em casa.
Sunday, February 3, 2008
Um dia de chuva... Escenario hogareño.
Por fim choveu. Anulei o plano de ir ao Parc Guell, mas sem grande pena... A alternativa era ficar pelo bairro, num cortado no café da esquina da praça. Daqueles que te faz sentir em casa.
E juntos, abrigados debaixo de um guarda-chuva laranja, saltamos pocinhas e esquivámo-nos das gotas maiores até chegar ao sítio quente. Conversa de Domingo de manhã, a ver gotas de chuva na praça e bolinhas de fumo dentro.
Relaxe.... Tranquilidade. Conforto. Alegria.
Depois do café, passeio sem medo da chuva que tinha passado. Calcorrear as ruas do bairro até chegar à venda dos jornais. Escolher a versão castelhana, por favor, agarrar também a revistinha, e seguir até casa.
Em casa éramos três.
A chica do piso, o seu novo companheiro de piso e o seu quente companheiro de aventuras. Entre preparação de almoços, leituras de jornal, escolha de músicas, roupa a secar dentro de casa, chás a fazer e louça lavada, o clima é quente. Muito quente.
Há harmonia nesta cena. Há sorrisos, gargalhada, cumplicidades, partilha de espaços. Tudo de um buen rollo que conforta.
Era sentir-se em casa. Sentir que tudo encaixa. Sentir que tudo flui.
Foi uma tarde de clima caseiro. Mas tão bom, tão bom, que mais do que casa fora, parecia que a tinha no coração! :)
Que bem soube este dia de chuva neste escenario hogareño!.... Venham mais!
E juntos, abrigados debaixo de um guarda-chuva laranja, saltamos pocinhas e esquivámo-nos das gotas maiores até chegar ao sítio quente. Conversa de Domingo de manhã, a ver gotas de chuva na praça e bolinhas de fumo dentro.
Relaxe.... Tranquilidade. Conforto. Alegria.
Depois do café, passeio sem medo da chuva que tinha passado. Calcorrear as ruas do bairro até chegar à venda dos jornais. Escolher a versão castelhana, por favor, agarrar também a revistinha, e seguir até casa.
Em casa éramos três.
A chica do piso, o seu novo companheiro de piso e o seu quente companheiro de aventuras. Entre preparação de almoços, leituras de jornal, escolha de músicas, roupa a secar dentro de casa, chás a fazer e louça lavada, o clima é quente. Muito quente.
Há harmonia nesta cena. Há sorrisos, gargalhada, cumplicidades, partilha de espaços. Tudo de um buen rollo que conforta.
Era sentir-se em casa. Sentir que tudo encaixa. Sentir que tudo flui.
Foi uma tarde de clima caseiro. Mas tão bom, tão bom, que mais do que casa fora, parecia que a tinha no coração! :)
Que bem soube este dia de chuva neste escenario hogareño!.... Venham mais!
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