Tuesday, December 30, 2008

EDITE@PT@sabebem!



Está a ser brilhante!
Tão bom, mas tão bom que parei a elaboração (leeeenta e pouco inspirada a esta hora) da tese de master na bela Biblioteca da Póvoa, para balancear e deixar resgistada a sensação.
Só para dizer que é bom voltar e ver gente bem. Ver amigos que se querem, que nos querem e a quem queremos.
São horas de conversas, noitadas de entrega à cumplicidade, à ginginha, ao favaios e ao vinho da madeira.
São almoços e jantares que sabem bem no paladar e no coração. São amigos que se deslocam e por quem nos deslocamos. Família que tem piada e histórias bonitas.
São caminhadas (e até corrida!) que levam calorias e más ondas para longe. São actividades básicas partilhadas com quem conhece tudo de nós. São presentes que se dão e recebem com intenção definida. São opiniões que se dão sobre as vidas que se partilham, sugestões e pontos de vista que se vêem de outra maneira só por se estar perto do calor que conhecemos bem.
Portugal tem sabido REALMENTE BEM!
As paisagens entram-me nos olhos quase tanto como os rissóis do Capa Negra. As viagens de carro sabem particularmente bem com a música que já não se ouve há tempos e até os vizinhos têm outra graça.
Estar cá bem tem truque, tem "manha". Tem o "jeitinho" do vir bem, de vir em equilíbrio entre o lá e o cá. Um equilíbrio que não faz ter vontade de voltar quase ao chegar mas que não dá enjoos na hora de partir. Uma coisa assim amena, simples e boa de estar bem onde se está.
Dias cheios. Dias de puzzles humanos que sabem maravilhosamente bem.
E, não fora mais nada, são as notas de Naifa a tocarem-me nos ouvidos enquanto descorro palavras escritas em língua lusa.

Na verdade, estar cá em Portugal estes dias está a ter tanta cor como o galo de Barcelos e tantos meandros gostosos como a renda de bilros. E eu gosto dessa densidade cheia e íntima.

Sunday, December 21, 2008

Mercado de Intercâmbio na Praça da Virreina

À falta de espelho, fotografias para ver como ficam gorros feitos à mão trocados por uma qualquer coisa.
Na minha "venda" de intercâmbio, nos 2 minutos que durou até que me trocassem o pouco que tinha por torrões de Natal.

No fim de tudo, um almoço popular, grátis, de prato de plástico na mão e comida feita em tacho grande, comido em banco de jardim com muita gente à volta.

Improvisação de Contact Improvisation na Praça


















Era manhã de Domingo. Sol lá fora e pouco frio. Gente que se encontra na Praça para dançar.






Thursday, December 18, 2008

Coisas de noites curiosas

Num dia chego a casa depois de um dia de trabalho semi productivo, como legumes cozidos no dia anetrior e aquecidos à pressão, acrescento uma banana esmagada com bolacha Maria (fui ao dentista mudar arames, mastigar não é tarefa leve) e tomo um chá em conversa com o companheiro de casa francês.
Agarro uns apontamentos de master e vou para um bar com almofadas, num café de conversa de fim de tarde. O trabalho ficou lá longe, o parco jantar também.
A companhia humana vai-se e ficam-me os apontamentos que quero revisar antes da reunião de supervisão,a manhã no fim do trabalho.
Meia hora depois estou na fila para comprar os bilhetes para o encerramento em grande do Festival de Cinema Brasileiro. O amigo chega atrasado e nem nos damos conta de que há mais do que só filme. A cerimónia que não esperamos começa com uma apresentação que inclui entrega de um prémio pela Betty Faria (de manga curta no frio mediterrânico), continua com mini conversa de "que fazes" com uma ex companheira de faculdade portuguesa e segue com um brilhante filme brasileiro (Tropas de Elite).
A saída do cinema tem cheiro a pólvora e a favela. Tem cheiro a samba e a calor. Barcelona deixa de parecer latina, passa a ter cor amarelada e verde.
Na onda ainda alucinada da noite chego a casa com mistura de sensações. Sabe bem. Sabe a mistura de culturas. A movimento e a cor. A calor de gente. A dias que não terminam.
Entre Bettys Farias encontradas plo caminho e António Pedro Vasconcelos cumprimentados em festivais de cine Luso (com outro excelente filme, Call Girl). Com amigos sempre perto.
É bom andar misturado por coisas de cores diferentes.

Tuesday, December 16, 2008

Gotan Project no Palau


Brilhante. Numa noite brilhante estiveram os Gotan Project no Palau.
Com os lugares preenchidos na íntegra e muita cor, brilho, sedução, efeitos, música, dança, mulheres, homens, instrumentos, projecções, panos, ritmo, tacões, encores, roupas, mudanças, improvisação e.... Tango!
Num concerto absolutamente delirante, os Gotan Project estiveram no Palau, agarraram-nos a todos numa orgia musical e levaram-nas a terras Argentinas com passagens por França.
Incrível seria dizer pouco, de um concerto de olhos, ouvidos e poros muito abertos.
Es la revancha del Tango!

Sunday, December 14, 2008

Amigos, essa "coisa" boa.

Esta é a entrada 200 deste blog... 2 anos, 200 entradas, tanta vida...
Com este tempo todo passado a viver fora do núcleo inicial, há pedras mais gordas que ficam na peneira e que justificam a força que se mantém passado tanto tempo fora do círculo de protecção.
Claro que sim, que a realização profissional ajuda. Claro que sim, o espevite e estímulo de uma cidade bonita e aberta ajudam. Claro que sim, o clima mediterrânico que afasta as alergias e amacia o frio conta.
Mas conta os Amigos. Essa "coisa" boa que está sempre e que faz quente tanto e tanto...
Foram eles que me levaram a abrir o computador a esta hora. Foi a ternura imensa que me veio, pouco a pouco e me levou a juntar letras, uma por cada sensação de bem-estar que me vai dentro por eles.
Amigos....
Que prazer e companhia e calorzinho. Que proximidade, força e energia. Que aconchego, alegria e confiança. Que ânimo, cumplicidade e força.
E que peça tão encaixada nesta engrenagem que gira e gira e gira, longe e perto,mas sempre depressa...
Gosto dos amigos.
Daqueles frescos que copiam as minhas aventuras e me telefonam a contar e aos quais copio loucuras e escrevo a dizer.
Daqueles a quem chego à mente em países bem longe e me contam o que os olhos viram e os ouvidos sentiram e partilham comigo sensações e histórias.
Dos que me chateiiiiiiiiiiiam e me fazem perder a paciência, mas me chegam com duas palavras e me fazem querê-los mais que tudo.
Dos que me alegram com uma mensagem a meio da semana a contar os seus sucessos ou a enviar um desejo simples.
Dos que me enviam um mail a contar das galochas que têm nos pés, ou do instrumento que estão a aprender a tocar.
Dos que me ligam para me tocar harpa, ou para que lhes ouça os balbúcios dos filhos bebés.
Daqueles que me esperam para o Natal mesmo quando ainda faltam muitos dias.
Ou daqueles a quem lanço um S.O.S quando a tese não avança e me dão a paciência infinita para reler os meus gatafunhos, me aconselharem e aguentarem o "estou a desesperar".
Dos que me conhecem melhor que eu e fazem parte de mim.

É bom. É mesmo bom ter a alma quente de gente bonita.

Thursday, December 11, 2008

O prazer de levar bem a vida...
















Esta foto foi num dia em que celebrava estar viva e bem. Podia ser qualquer um, e até podia ter escolhido um de melhor humor. Mas nesse, assinalava-se a efeméride da pasagem do tempo cronológico pelo meu corpo menina-mulher.
E com uma noisette numa mão e o pescoço quentinho, senti sem perceber o tempo a passar.
Em dias de balanço obrigatório posso bem perder-me. Perde-se a perspectiva de ver de longe e melgulhada em mim vejo um umbigo grande e pouco mais.
De férias, de viagem, com a mãe -que quer se queira ou não, não é a companhia de todos os dias - e fora do trabalho e da casinha e dos amigos, parece que os contextos se misturam e o umbigo se faz maior.
Por isso hoje, já mergulhada no dia a dia "normal", posso voltar a ver-me melhor. Nao tenho a noisette na mão, é certo. Substituo-a pelo "cortado corto de café" do café ao lado do trabalho. mas tive a Inés sentada na minha cama com um chá acabado de fazer a partilhar coisas do dia, continuando a conversa iniciada no WC entre escovadelas de dentes e retirada das lentes de contacto! Não como nouvelle cuisine sofisticada, mas delicio-me com a massa de peixe que improviso quando chego a casa tarde e o frigorífico apela ao sentimento do vazio.
Não passos os dias só preocupada a ver se decido a rua movimentada da direita ou a avenida luminosa da esquerda, mas sim com o projecto a defender a manhã seguinte numa reunião importante.
A verdade? Não me importo nada de nada com a troca. Acho que precisamente uma das coisas que mais gosto é este sair para voltar a entrar. É o ir fora ganhar perspectiva e agarrar o de sempre com (ainda) mais garra.
Por isso hoje volto a encantar-me com o meu trabalho, o passeio de sempre até lá, o frio de sempre até cá, os cozinhados com barriga a dar horas e a partilha da sala com companheiros.
Em particular no dia de hoje, fica a paixão pelo que faço laboralmente. Fica o prazer intenso de ficar até muito depois da hora para preparar um projecto importante, com música aloucada colada aos ouvidos, que me permite concentrar-me e criar, criar, criar,.... (Sem parar na cadeira, isso também é certo! Quem inventou o jazz devia ter uma medalha!).
Fica a energia e a satisfação e a realização.... E a genica e o ânimo e o desafio e o empenho. Fica o gosto e o prazer. Tudo reirado daquelas horas em que estou numa empresa em que encaixo, em que conto, em que faço diferença, em que tenho lugar.
A cada dia me dou conta de que o trabalho me faz BEM. Porque cresço, desenvolvo, puxo e avanço. E tenho oportunidade de fazer coisas que acho giras e pôr em prática muitas partes da Edite.

Tenho 28 anos. Caneco, que só agora é que o disse e voz alta e por escrito e ressoou na cabeça o eco... "vinte e oito,.... e oito,.... oito,..... to,.... to....."

De marcas físicas tenho a ruga de rir e a branca que vi há dois meses e de que não voltei a ter notícias.
Cresço bem. Envelheço pouco, ainda.
Mas sobretudo, mais ou menos bem disposta, mais ou menos feliz a 100%, cresço bem. E gosto.

Tuesday, December 9, 2008

EDITE@28@PARIS

O prazer de festejar cada ano de vida com o maior dos prazeres que lhe retiro: as viagens.
Este ano: Paris. Companhia: mãe.
Houve frios e quentes, passeios e bochechas geladas. Conversa, boa comida.Houve um amigo visitado e uma cidade revisitada.
Houve mais um dia 8/12 celebrado com milhas...






Thursday, December 4, 2008

Lufadas de ar frio, fresco, bom...

Estou sentada na secretária bem montada, da casa pintada e que pouco a pouco vai sendo arrumada.
Há novo ar.
Há uma amiga aqui a morar. Há amigos a virem, a partilharem chás, conversas, cozinhados e pestiscos à volta do fogão.
Há a sensação de voltar A CASA ao fim do dia e de sair DE CASA pela manhã.
O espaço amplia-se e torna-se lar pouco a pouco.
No ultimo mês vivemos entre tinta branca espalhada um pouco por todo lado, entre móveis que se movem, se dão, se vendem, se levam à rua em dias de los trastos e contra os quais praguejamos.
No ultim mês mudei números de conta, contratos de telefone e água e luz, e até o ferro de passar e a cafeteira eléctrica.
Muita coisa - tanta coisa - que muda.
Entretanto de trabalho vai mais de mês e meio. Continua a paixão, o interesse, o entusiasmo e a sensação de "oh.... Já é sexta!..." (e isto que adoro os fins de semana!). Motiva-me, move-me, sinto-me encaixada.
E depois de um dia de trabalho, a volta em jeito de passeio pelo bairro, cada dia por uma ruela diferente, para ver as luzes de natal, para ver a gente a mover-se, para sentir o agito de fim de dia cumprido, para ir comprar peixe fresco para um jantar são...
À volta há a casa onde às vezes se discute mesmo entre amigos, mas em que na manhã seguinte se decide algo importante com a fórmula séria do "papel, tesoura e pedra" entre amigas na mesma. À casa onde vêm ter várias pessoas, várias vidas. Onde se acolhem amigos tristonhos e onde me deixo vir recolher em dias iguais. À casa fria que aquece com as noitadas de master, de manta vermelha nas pernas e música nos ouvidos.
Entre a tanta coisa dos últimos tempos ganhei um armário no WC para as coisas pessoais. Ganhei o bom cheirinho que pla manhã a Inés deixa com a colónia. Ganhei serenidade. Ganhei a confirmação de que é com a calma que tudo se resolve melhor (mesmo que continue a não pô-lo sempre em práctica). Ganhei mais paz, dentro do turbelinho de entra-e-sai e coisas pessoais em pilhas que nos pautou os dias.
Cada dia continua a ser bom estar, viver, respirar, deixar-me surpreender por um passeio ao supermercado que acaba num bar com uma cerveja na mão e boa conversa no ar.
Continuo a fazer da ida ao Mercadona uma aventura, sim. Não há volta, nao há maneira de ver simples as coisas simples. Continua a haver qualquer coisa na manhã quando saio de casa. Continuo a descobrir novos personagens pelo caminho ao trabalho e a rir-me sozinha quando agarro uma Bicing sem pedal e vou a dar ao pé esquerdo com toda a força enquanto agarro com a ponta da bota o toco do lado direito que se me escapa nas descidas dos passeios e me faz quase atropelar o cão pequeno das 8:56.
Continuo a agarrar o ADN ou o METRO distribuídos à porta do metro e a sentir-me encaixada num ritmo que faz sentido.
E continuo com aventuras na manga decididas em momentos e para pôr em práctica em dias.
Depois de amanhã uma mais e as ganas movem.
Gosto dos dias de vivência que representam lufadas de ar frio, fresco, bom...