Está a ser brilhante!
Tão bom, mas tão bom que parei a elaboração (leeeenta e pouco inspirada a esta hora) da tese de master na bela Biblioteca da Póvoa, para balancear e deixar resgistada a sensação.
Só para dizer que é bom voltar e ver gente bem. Ver amigos que se querem, que nos querem e a quem queremos.
São horas de conversas, noitadas de entrega à cumplicidade, à ginginha, ao favaios e ao vinho da madeira.
São almoços e jantares que sabem bem no paladar e no coração. São amigos que se deslocam e por quem nos deslocamos. Família que tem piada e histórias bonitas.
São caminhadas (e até corrida!) que levam calorias e más ondas para longe. São actividades básicas partilhadas com quem conhece tudo de nós. São presentes que se dão e recebem com intenção definida. São opiniões que se dão sobre as vidas que se partilham, sugestões e pontos de vista que se vêem de outra maneira só por se estar perto do calor que conhecemos bem.
Portugal tem sabido REALMENTE BEM!
As paisagens entram-me nos olhos quase tanto como os rissóis do Capa Negra. As viagens de carro sabem particularmente bem com a música que já não se ouve há tempos e até os vizinhos têm outra graça.
Estar cá bem tem truque, tem "manha". Tem o "jeitinho" do vir bem, de vir em equilíbrio entre o lá e o cá. Um equilíbrio que não faz ter vontade de voltar quase ao chegar mas que não dá enjoos na hora de partir. Uma coisa assim amena, simples e boa de estar bem onde se está.
Dias cheios. Dias de puzzles humanos que sabem maravilhosamente bem.
E, não fora mais nada, são as notas de Naifa a tocarem-me nos ouvidos enquanto descorro palavras escritas em língua lusa.
Na verdade, estar cá em Portugal estes dias está a ter tanta cor como o galo de Barcelos e tantos meandros gostosos como a renda de bilros. E eu gosto dessa densidade cheia e íntima.
