Estou sentada no luxuoso quarto de hotel onde a Confrerência teve lugar. Um grande Marryot, plantado no centro da cidade, com vistas para o City Hall. Neste sofá, à minha volta e dentro, há uma harmonia absolutamente indescriptíveis.
Estou plena. Feliz. Serena e leve. Animada e centrada no agora. Acompanhada de todas as almas do mundo criativo e do mundo amigo que te tem acompanhado com ânimo, presença virtual e carinho daquele transportado por e-mails, mensagens e ternura telepática.
Nunca um Congresso me tinha sabido tão bem!... E não demasiadas vezes sinto esta integração harmoniosa com um grupo de pessoas que à partida desconheço e com quem termino de laços dados de forma tão forte.
A aventura começou há 3 dias. Depois de 1,5 dias em NY, e ao fim de uma loooooonga aventura para cá chegar, saí do Bus chinês que, depois de 2 horas me deixou em Phily. Era um fim de tarde. Por volta das 7 horas. O crepúsculo. A minha hora. Caminhei pela cidade aberta, ampla, onde o vento corria. Dia 2 de Primavera, calor nos braços descobertos. Descarreguei o enorme peso da mochila numa mini mala de viagem que comprei numa destas cadeias que encontrei aberta pelo caminho e continuei em direcção ao "Apple", hostel que me acolheu a primeira noite.
O quarto, semi-privado, feito por beliches atirados para um 4º andar manhoso, sempre daria para descansar um pouco melhor, para terminar de preparar a apresentação do dia seguinte, da conferência, e para relaxar das 2 noites anteriores mal dormidas e do jetlag que se fazia tanto sentir ainda. Parecia excessivamente pouco tempo para viver todas as coisas que foram acontecendo até aí. E impossível de associar nenhuma delas, por falta de tempo para parar e respirar. Producção constante de vivências intensas (deixando, logicamente!!!, pouco espaço para horas de sono ou outros descansos).
E na segunda de manhã, depois de um banho que rematou a péssima noite de 4 horas quase colada ao tecto do quarto manhoso, sentei-me à espera do taxi que me levaría à Conferência. Bem ao estilo da Edite, ainda dava ultimos retoques à apresentação PPT e fazia um planning em papel, para organizar as ideias que se acotovelavam durante todo o tempo em que fui pensando sem parar em tudo o que estaria para vir. Entretanto, dado o tão mau serviço, agarrei a mala e decidi que o futuro das dormidas seguintes se decidiria durante o dia.
Primeira apresentação americana. Recém chegada ao país, ainda não aterrada na cidade, exausta fisicamente e com um entusiasmo/excitação gigantes. Sem saber se quem ia estar a ver seriam senhores de oculinhos, jovens de artes ou gente variada. Sem saber nem em que piso era.
Mas cheguei. Chovia e o taxista cobrou-me menos do que devia (quase todo o dinheiro ficou em NY, por engano). Disse-me que pensasse positivo, quando, ainda com o computador ligado nas pernas, a preparar a última música, me viu um pouco nervosa.
Inspirei fundo. Saí do carro, e entrei neste cenário onde tudo foi possível.
Sabes quando tudo é novo? Quando os olhos absrovem todas as gotas para se poderem orientar nos espaços? Assim estava eu. O coração batia, quando a porta se abriu para o 1º andar. Diante de mim, a mesa da organização. A organizadora que me recebeu com um sorrisão. A mochila com a programação, o badget e entrei no Ballroom. Aí começava o pequeno-almoço. Aí começava a aventura.
Quando por fim me sentei e me agarrei a algo de comer, o sorriso saiu tão fácil que os outros sorrisos começaram a chegar. Recém chegados, todos, pequeno-almoçávamos em mesa de 6 ou 8. As conversas começaram a surgir. E os detalhes a acontecer. Já estava a comunicar em espanhol com o chileno que me cumprimentou com beijinho e a fazer piadas com o português que descobri atrás de mim.
E a conhecer gente diferente do que estou habituada.
Gente que mostra interesse em cada migalha do que dizes, mesmo que se note que nem ouviram. Gente que faz todas aquelas coisas que vejo nos filmes e se ri muito. Gente que estaria na audiência da minha apresentação, uma das 5 primeiras da manhã. O começo.
Quando o pequeno almoço acabou, entrava eu. O nervoso não era miudinho, afinal. Estava ambientada. Só tinha vontade de começar e divertir-me. Pasarmelo bien!
A minha apresentação correu BEM. (Tentarei escrever sobre e acrescentar fotos que me façam relembrar os 90 minutos em que deslizei em americano e expressão corporal com o grupo que se fez presente).
A partir daí, tudo deslizou. E estes 3 ultimos dias encheram em mim muitas partes.
Aprendi mesmo muito. Ouvi coisas novas, novas perspectivas, novos conceitos e velhos postos de forma distinta. Participei pintando, ouvindo, escrevendo, criticando, rindo.
E conheci gente lindíssima.
Na primeira hora o problema de quarto resolveu-se. A solidariedade lusa. E nas 3 noites seguintes acordei 9 andares da conferência e este hotel de luxo converteu-se na casa de tudo, com vista para a alta Phily.
E ri-me com muitas pessoas. Fiz corridas nos corredores com uma viva Cecília porque me aborrecia com um workshop. Comi rodeada de gente que faz coisas hiper interessantes. Ajudei a ordenar o material de um workshop da aventureira Rosemary e acabámos a beber vinho com música no sofá do hall do quarto onde no dia seguinte se preparou uma super private party, com tudo sentado entre o chão, a entrada e o lavatório transformador em arrefecedor de bebidas.
Tive conversas engraçadas, profundas, divertidas, sinceras, amenas.
Fiz planos para inicitaivas em colaboração com a genial Angie.
Senti-me unida, encaixada, perfeita, quando encontrei o genial Kandarp, indiano, que também vive em Barcelona e quando começámos a ser tratados como "o duo Barcelona". Nesses momentos, em que como participantes mais jovens e com apresentações que agradaram, os mais velhos fizeram bons prognósticos e nos fizeran sentir promissoras, foram únicos. Os nossos olhares riam em forma de estrela, quando ouvimos "Vocês é que deviam escrever livros! Têm paixão, ideias frescas e são bons!". Nem interessa se é verdade. Interessa que ali,. naquele momento, olhamos um para o outro, do alto do nossos 29-30 anos e sorrimos, na cumplicidade que mantínhamos pelo uso do inglês misturado com o castelhano e polvilhada de piadas em catalão. De repente tudo era possível. E parecíamos personagens de filme, longe dos protagonistas, mas com uma história própria, feita de sonhos, de achievements e energia. Senti que tudo era capaz. E que ser jovem e iniciadora em certas coisas podia ser realmente BOM!
Agora, que estou quase a deixar o hotel, sei que vou ter mesmo saudades do Bill Costa, grande, de olhos azuis, que fazia rolar os detalhes da conferência e me cobrou, sempre com humor os 3 livros que trouxe. E que se despediu com "Goodbye, kid! Keep going and take care. Stay in touch". Kid... :)
Vou ter saudades das manhãs de conversas com o aluado Edward, maravilado com as 3 linguas faladas e impressionado pela energia, sempre com um sorriso e uma piada.
Do Bill, louco personagem viajante e presença provocadora e cálida. Da Tricia, professora na Disney e sensível poética pessoa. Dos jovens ornanizaadores, Jonhatan e Heinz, capazes de me pegarem ao colo e fazerem girar no meio do corredor, desbaratinando qualquer norma de "sra. profissional".
Caramba! Vai mesmo custar deixar toda a deliciosa comida dos intervalos, dos almoços, dos pequenos-almoços. A simpatia da gente do hotel. A partilha de conhecimento, de feedback, de bom humor destes dias de sol...
É hora de voltar a NY. Não sei que aventuras me espera o bus de volta. Mas confio que a sorte protege os valentes e assim me sinto. Protegida pela maravilhosa energia destes dias, vou feliz! E com tantíssimo mais dentro de mim!
Com tanto, dado por estes 3 dias de tanta coisa!... Saio apaixonada pela vida.
E agora... Let's see what else does NY have for me!
Estou plena. Feliz. Serena e leve. Animada e centrada no agora. Acompanhada de todas as almas do mundo criativo e do mundo amigo que te tem acompanhado com ânimo, presença virtual e carinho daquele transportado por e-mails, mensagens e ternura telepática.
Nunca um Congresso me tinha sabido tão bem!... E não demasiadas vezes sinto esta integração harmoniosa com um grupo de pessoas que à partida desconheço e com quem termino de laços dados de forma tão forte.
A aventura começou há 3 dias. Depois de 1,5 dias em NY, e ao fim de uma loooooonga aventura para cá chegar, saí do Bus chinês que, depois de 2 horas me deixou em Phily. Era um fim de tarde. Por volta das 7 horas. O crepúsculo. A minha hora. Caminhei pela cidade aberta, ampla, onde o vento corria. Dia 2 de Primavera, calor nos braços descobertos. Descarreguei o enorme peso da mochila numa mini mala de viagem que comprei numa destas cadeias que encontrei aberta pelo caminho e continuei em direcção ao "Apple", hostel que me acolheu a primeira noite.
O quarto, semi-privado, feito por beliches atirados para um 4º andar manhoso, sempre daria para descansar um pouco melhor, para terminar de preparar a apresentação do dia seguinte, da conferência, e para relaxar das 2 noites anteriores mal dormidas e do jetlag que se fazia tanto sentir ainda. Parecia excessivamente pouco tempo para viver todas as coisas que foram acontecendo até aí. E impossível de associar nenhuma delas, por falta de tempo para parar e respirar. Producção constante de vivências intensas (deixando, logicamente!!!, pouco espaço para horas de sono ou outros descansos).
E na segunda de manhã, depois de um banho que rematou a péssima noite de 4 horas quase colada ao tecto do quarto manhoso, sentei-me à espera do taxi que me levaría à Conferência. Bem ao estilo da Edite, ainda dava ultimos retoques à apresentação PPT e fazia um planning em papel, para organizar as ideias que se acotovelavam durante todo o tempo em que fui pensando sem parar em tudo o que estaria para vir. Entretanto, dado o tão mau serviço, agarrei a mala e decidi que o futuro das dormidas seguintes se decidiria durante o dia.
Primeira apresentação americana. Recém chegada ao país, ainda não aterrada na cidade, exausta fisicamente e com um entusiasmo/excitação gigantes. Sem saber se quem ia estar a ver seriam senhores de oculinhos, jovens de artes ou gente variada. Sem saber nem em que piso era.
Mas cheguei. Chovia e o taxista cobrou-me menos do que devia (quase todo o dinheiro ficou em NY, por engano). Disse-me que pensasse positivo, quando, ainda com o computador ligado nas pernas, a preparar a última música, me viu um pouco nervosa.
Inspirei fundo. Saí do carro, e entrei neste cenário onde tudo foi possível.
Sabes quando tudo é novo? Quando os olhos absrovem todas as gotas para se poderem orientar nos espaços? Assim estava eu. O coração batia, quando a porta se abriu para o 1º andar. Diante de mim, a mesa da organização. A organizadora que me recebeu com um sorrisão. A mochila com a programação, o badget e entrei no Ballroom. Aí começava o pequeno-almoço. Aí começava a aventura.
Quando por fim me sentei e me agarrei a algo de comer, o sorriso saiu tão fácil que os outros sorrisos começaram a chegar. Recém chegados, todos, pequeno-almoçávamos em mesa de 6 ou 8. As conversas começaram a surgir. E os detalhes a acontecer. Já estava a comunicar em espanhol com o chileno que me cumprimentou com beijinho e a fazer piadas com o português que descobri atrás de mim.
E a conhecer gente diferente do que estou habituada.
Gente que mostra interesse em cada migalha do que dizes, mesmo que se note que nem ouviram. Gente que faz todas aquelas coisas que vejo nos filmes e se ri muito. Gente que estaria na audiência da minha apresentação, uma das 5 primeiras da manhã. O começo.
Quando o pequeno almoço acabou, entrava eu. O nervoso não era miudinho, afinal. Estava ambientada. Só tinha vontade de começar e divertir-me. Pasarmelo bien!
A minha apresentação correu BEM. (Tentarei escrever sobre e acrescentar fotos que me façam relembrar os 90 minutos em que deslizei em americano e expressão corporal com o grupo que se fez presente).
A partir daí, tudo deslizou. E estes 3 ultimos dias encheram em mim muitas partes.
Aprendi mesmo muito. Ouvi coisas novas, novas perspectivas, novos conceitos e velhos postos de forma distinta. Participei pintando, ouvindo, escrevendo, criticando, rindo.
E conheci gente lindíssima.
Na primeira hora o problema de quarto resolveu-se. A solidariedade lusa. E nas 3 noites seguintes acordei 9 andares da conferência e este hotel de luxo converteu-se na casa de tudo, com vista para a alta Phily.
E ri-me com muitas pessoas. Fiz corridas nos corredores com uma viva Cecília porque me aborrecia com um workshop. Comi rodeada de gente que faz coisas hiper interessantes. Ajudei a ordenar o material de um workshop da aventureira Rosemary e acabámos a beber vinho com música no sofá do hall do quarto onde no dia seguinte se preparou uma super private party, com tudo sentado entre o chão, a entrada e o lavatório transformador em arrefecedor de bebidas.
Tive conversas engraçadas, profundas, divertidas, sinceras, amenas.
Fiz planos para inicitaivas em colaboração com a genial Angie.
Senti-me unida, encaixada, perfeita, quando encontrei o genial Kandarp, indiano, que também vive em Barcelona e quando começámos a ser tratados como "o duo Barcelona". Nesses momentos, em que como participantes mais jovens e com apresentações que agradaram, os mais velhos fizeram bons prognósticos e nos fizeran sentir promissoras, foram únicos. Os nossos olhares riam em forma de estrela, quando ouvimos "Vocês é que deviam escrever livros! Têm paixão, ideias frescas e são bons!". Nem interessa se é verdade. Interessa que ali,. naquele momento, olhamos um para o outro, do alto do nossos 29-30 anos e sorrimos, na cumplicidade que mantínhamos pelo uso do inglês misturado com o castelhano e polvilhada de piadas em catalão. De repente tudo era possível. E parecíamos personagens de filme, longe dos protagonistas, mas com uma história própria, feita de sonhos, de achievements e energia. Senti que tudo era capaz. E que ser jovem e iniciadora em certas coisas podia ser realmente BOM!
Agora, que estou quase a deixar o hotel, sei que vou ter mesmo saudades do Bill Costa, grande, de olhos azuis, que fazia rolar os detalhes da conferência e me cobrou, sempre com humor os 3 livros que trouxe. E que se despediu com "Goodbye, kid! Keep going and take care. Stay in touch". Kid... :)
Vou ter saudades das manhãs de conversas com o aluado Edward, maravilado com as 3 linguas faladas e impressionado pela energia, sempre com um sorriso e uma piada.
Do Bill, louco personagem viajante e presença provocadora e cálida. Da Tricia, professora na Disney e sensível poética pessoa. Dos jovens ornanizaadores, Jonhatan e Heinz, capazes de me pegarem ao colo e fazerem girar no meio do corredor, desbaratinando qualquer norma de "sra. profissional".
Caramba! Vai mesmo custar deixar toda a deliciosa comida dos intervalos, dos almoços, dos pequenos-almoços. A simpatia da gente do hotel. A partilha de conhecimento, de feedback, de bom humor destes dias de sol...
É hora de voltar a NY. Não sei que aventuras me espera o bus de volta. Mas confio que a sorte protege os valentes e assim me sinto. Protegida pela maravilhosa energia destes dias, vou feliz! E com tantíssimo mais dentro de mim!
Com tanto, dado por estes 3 dias de tanta coisa!... Saio apaixonada pela vida.
E agora... Let's see what else does NY have for me!
1 comment:
Que delícia ler-te. E ao ler-te ver-te. e ao ver-te saber-te. Assim. Tão Assim. Tão bem. que delícia de relato. Guarda guarda... traz no bolso cheio do peito. Brinda-te!
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