Monday, May 10, 2010

A pa-ciência


A paciência é um caminho longo, que mais longo se faz quando se sabe onde se quer ir, onde se quer chegar.
A paciência é o tempo que vai entre o quero e o cheguei. Um tempo com curvas. Um tempo que vale a pena.
Tenho aprendido a aprender da paciência.
A saber ler-lhe os contornos e a respirar o que traz atrás das costas.
Não lhe sou nada. Nem familiar nem amiga próxima. Conhecemo-nos de algumas aventuras, de alguns estados.
Mas quando ela me deixa respirar-lhe os poros, há mais energia.

O tempo é de impasse, de escuta, de respiração.
Tempo em que quero tudo, e em que quero um tudo em forma de todo. Um todo que abarque o que sei fazer com o que quero aprender.

Este é um momento de vida suspendido por linhas que são leves. Em que tudo é possível e em que eu estou toda cá.
Em que a saúde me respira, o ânimo acompanha, em que o tempo se infinita, em que as capacidades se agitam.
Um tempo em que nada de mal acontece, e em que o potencial bom permanece, à espreita, presente.

Há almas boas ao lado. Gente de luz, que faz crescer. O caminho tece-se com passos de vários sapatos. Somos muitos, os que acreditamos. Os que vemos por cima do muro, entusiasmados com o que chega depois de eventualmente esmurrarmos joelhos. Gente que salta e faz saltar, para acreditar sempre que o detrás do muro vale a pena.
Somos gente de todos os lugares, que habitamos este e outros.

Eu hoje acredito que se pode chegar ao longe, aquele longe, aquele, aquele.
Acredito que a paciência seja sábia e me mostre paisagens que não pensava. Tem mostrado. Têm servido.

O caminho para se ser grande é, também ele, grande, enorme. Prolonga-se nas expectativas.
Mas faz-se bem, como uma caminhada pela serra ao fim da tarde, à hora do crepúsculo, em que o calor não aperta e convida a seguir com as gotas leves de suor.

Falo dos meus dias e das minhas gentes e das minhas fotografias e das minhas palavras, e dos meus passos e das minhas danças e das minhas gargalhadas, e dos meus cafés e das minhas noites e das minhas viagens e das minhas ambições, e dos meus workshops.
Falo dos palcos que pisei e dos que vou pisar. Falo dos aviões que me fizeram voar e dos barcos que me embalarão.
Falo dos quadros que ainda não comprei e dos artigos que ainda não escrevi.
Falo do que ainda não li e do que li e não me lembro. E do que me lembro e me faz maior.

Falo desta ambição desmesurada de comer a vida a golfadas de ar, de consumir os recursos viventes e deles retirar a energia para criar mais mundos.
Falo das palavras que se me juntam na cabeça quando passeio de manhã ao sol, para não esquecer que o corpo necessita mover-se, exercitar-se.
Falo de mim.

E agradeço à paciência a sapiência saloia e a erudita, por fazerem deste caminho, que para já tem um mês, uma coisinha gostosa e com sabor a mar com ondas.

Tuesday, May 4, 2010

OLÉ!!!







É uma cultura aparte, esta em que durante 3 dias todos se vestem a rigor, de acordo com a sua cultura.
Flores no cabelo, sapatos de tacão grosso, vestidos de folhos de padrões vários, cores chamativas, cabelos bem apanhados.
Pela rua, com a maior da naturalidade, bebés descansam nos seus carrinhos carregados de folhos. Senhoras de todas as idades desfilam naturalmente vestidos que não imaginamos, sempre ao estilo flamenquero.
E até os cachorros entram na moda das bolinhas....

A arte Flamenco















As posturas, as expressões faciais, os pés, as roupas e sapatos, os adereços, a energia.
Os tacões que batem no chão com força de trovão, a marcar e criar uma música que entra, as mãos que se movem seguras, as costas que se alinham, os olhos que desafiam e se impõem.
A magia das castanholas a bater, a coordenação de braços, pés e mãos.
O mundo incrível do Flamenco e das Sevilhanas.

Monday, May 3, 2010

Edite@Granada






4 dias.
Visita a um amigo, conhecer a cidade, desligar do de sempre, conhecer uma cidade imprescindível, conhecer nova gente bem bonita.
Não está a ser propriamente um enorme centro de energia e entusiasmo, mas é certo que as paisagens são belíssimas e a mistura entre a cultura espanhola e árabe tem o seu quê de curioso.
Ficam, definitivamente, as noites de histórias até às 3 da manhã à volta de chouriço recém-assado e gente de idades diferentes, e os passos cansados dados por toda a área da Alhambra.

Sunday, May 2, 2010

Detalhes "Alhambrescos"