Esta viagem de 10 dias foi enorme, soube enorme.
Foram 10 dias viajados intensamente.
Quando saí de Barcelona estava já no limite extremo do cansaço de um grande projecto de trabalho, com situações acumuladas e um desânimo que me fazia não reconhecer-me. Chama-se necessidade de férias, provavelmente. Ou é só o "3 meses desde a última viagem" a chegar.
A verdade é que desde há mais de um ano que me dou conta de que de 3 em 3 meses o meu corpo pede sair. Começo a andar mais ranhosa, a ruminar adrenalina mal gerida e a querer mais paisagens nos olhos.
E pego num avião e vou por aí. Para voltar, sempre, sempre, com mais energia e frescura.
Esta experiência foi muito particular. Não desapareci, como sempre, durante os 5 dias habitais. Dobrei o tempo e acumulei experiência.... E países.
Vou contar as sensações.
Dia 1 (Quarta a quinta)- Uma recepção às escondidinhas no aeroporto, braços quentes, abraço apertado.Um novo amanhecer a caminho de Evia. A entrada na casa de cheiro distinto, com móveis distintos, com sentido familiar. Vela de baunilha, luz baixa. Início de um ninho.
Acordar e dizer "yassass". Sorrir e abraçar.
A toalha acabou por não servir para a praia,mas sim para proteger da chuva e abrigar até à primeira esplanada na Paralia. Chuva a bater nas "crazy waters" que giravam sem que eu soubesse para que lado.
Horas mais tarde, uma conversa de café em greco-ingles-portugues-qualquer coisa. Cada uma com um dicionário e muito não verbal, a contarem-se histórias. A querida Vula a tentar e a Edite a sorrir e a apreder uma e mais outra palavra. O cébrebro a adaptar-se ao inglês permanente e ao grego por todo o lado.
À noite, um passeio por cafés hiper fashion agora vazios de verão.
E os dias seguiram numa cidade que não me diz muito, com vivências que dizem tudo.
Conhecer gente com quem se anda de baloiço e se vai de mota a escorregar na parte de trás.
Rir à gargalhada com recém-conhecidos. provar Uzzo e racomelo y tudo de alcoólico que o grupo ia bebendo.
Despertar em pequenas casinhas de contos de fadas ou filmes acolhedores e fazer pic-nics para pequeno-almoçar.
Horas de conversa com os pés no mar agitado, ao lado do barco Omar e passeio pelas lojas de moda da cidade.
Fiquei doente e fui mimada, ao perto e ao longe. E curou-se. (Evitando o pânico de ter que viajar gripada com esta "febre da gripe A" por todo lado!)
Visitei um amigo em Atenas que me fez, uma vez mais, sentir-me em casa nos passeios plos bairros e jardins e nas conversas imapráveis e nos abraços sentidos de despedida.
Quando já conseguia ler as placas (das lojas, carros, tabuletas e outras coisas afins que irritam aos locias:) em helinica, apanhei um avião e voei até Roma. Numa companhia grega que oferece coisas boas para comer e beber nas 2,5 horas que dura o voo.
Chegada a Roma, com 3 horas de sono e uma amiga incontactável, senti-me perdida. Outra língua que não falo, gente demaisado bem vestida e umas horas matutinas insuportavelmente frescas.
Mas o encontro com a Valentina lá se deu! 2 anos depois e mais tacões no seu caso, lá me veio buscar no seu Fiat que enfiou à frente de metade de Roma e nos espaços mais inopinados de estacionamento na cidade. Sobrevivemos e depois de imprimir o meu fantástico poster para o Congresso (explicando em espanhol, italiano, inglês e até português como o queria!), saímos a conversar até ao Coliseo!
Nada novo. Aborrecem-nos e continuamos a rota, mais interessadas nas conversas e nos pés que doíam que nos aspectos da cidade que já conhecíamos.
Muitas voltas depois, muita roda de mala arrastada pela cidade, muito "ai que já não posso mais com o cansaço", sentei-me, por fim, ao lado de um velhinho no comboio para Pisa.
Já sem saber bem o que sentir, pensar, fazer. O cansaço a pesar, a gripe a ameaçar, o corpo partido de tanta hora de avião, comboio, passeios por cidades enormes...
A chegada a Pisa também escondia aventuras. As 2 horas de antecipação impediram o encontro directo com o amigo que esperaria e que já não via há 7 anos.
Na busca de sítio para ficar, ouço vozes lusas e ao olhar, dou de caras com 3 enfermeiras portuguesas, também para o mesmo congresso, que invadia a pequena cidade, e com quem acabei por passar a espera.
Entre histórias, capuccinos e passeios, o tempo passou, o Piero chegou.
O abraço era de saudades, de contente por rever e por cansaço e pedido de salvamento!
Lá chegámos à super casa, já a Lucca, depois de mais meia hora de carro (italiano, minha nossa!!) e o tratamento resultou: um prato de pasta cozinhado à conversa das novidades dos ultimos anos e um banho de imersão com água até cima. Remédio do amigo que se revelou eficaz!
Ao dia seguinte já me sentia de novo pronta para encarnar outro personagem.
Não a viajeira de malas para todo o lado, não a jovem de jeans e despenteada, não a arranjadinha dos passeios aos cafés fixe. Desta vez a psicóloga da expressão, com o seu poster negro na mão.
E o dia foi de congresso. Ambiantação e apresentação cheia de energia, paixão e ganas! Defender e explicar as paixões é das coisas com mais piada! Sempre foi!
E entre contactos vários passou o dia de partilha académica e começou a noite de passeio por Pisa para encontrar um bar.
Acabamos, eu e o investigador italiano com cara de aluado, numa esplanada de boa cerveja e panino, a contar-me como pediu a namorada em casamento há semanas!
Juntou-se a nós a Sylvia, metade holandesa, metade siciliana e fomo-nos à dança à qual o Congresso convidava.
Nada mal. Mas sobretudo, boa onda que nos acompanhava numa noite quente de muita gargalhada internacional e despretensão num contexto algo elitista.
O dia seguinte começou com um bom capuccino e focaccia em Lucca dentro, com o Piero e a cadela Maya. relaxadamente a descansar.
E o resto virá em outras letras, que me aborreço de descrever tudo agora.
Mas tinha que o fazer, para dar ordem à cabeça e resgistar estas passagens e mudanças subitas.
to be continued...
Wednesday, September 30, 2009
Tuesday, September 29, 2009
10 dias. 1000 emoções
Pés descalços sempre que possível, numas férias de divagação por lugares, com pessoas distintas.
A mala era de 10 Kg e duas vezes do tamanho de uma garrafa de água. Veio extremamente apertada em cada percurso. Sem conter souvenirs, nem compras que não foram feitas.
Em poses inclinadas...
Em contextos científicos, orgulhosamente ao lado do poster de alto layout:)
Aloucadamente me frente ao grande Coliseo.
Em Plaka, perdida por ruas gregas apertadas.
A comer iogurtes de masticha (substância pela qual sou louca) , numa manhã acordada em Psachna!
Em relaxe em Halkida, depois de um (mau) café grego.
Com os pés nas águas mais rebeldes, que seguem 6 horas para um lado e 6 horas para outro, entre ilhas e continente.
Passagens por paisagens_Itália por todo lado
Entre Roma e Pisa, em paisagens de comboio que conduzem a cidades de torres inclinadas, rios iluminados e muralhas rodeadas de verde numa Lucca encantadora.
Passagens por paisagens_Entre Grécia e Roma
Entre os dois grandes Ex-Impérios, a paisagem via-se assim...
O mar onde as terras gregas se apoiam e a organização circular romana se baseia.
Paisagens de passagens_Evia (Grécia)
Entre as "crazy waters de Halkida" e os seus bancos de jardim plantados à frente do mar.
Entre as montanhas do outro lado, os raios de chuva ou os pingos de sol.
Entre os baloiços com salto para o mar e os nasceres de sol em andamento.
Assim andaram os passos em Halkida, principal cidade da ilha de Evia, nos 6 dias percorridos en Helas....
Thursday, September 24, 2009
Ferias
Feita a apresentaçao do poster no Congresso em Pisa!
Genial!
Viagem a Grecia genial!
estadia relampago em Roma, bem boa.
E creio que no fim, ferias de ferias vai ser precisas:)
Genial!
Viagem a Grecia genial!
estadia relampago em Roma, bem boa.
E creio que no fim, ferias de ferias vai ser precisas:)
Tuesday, September 15, 2009
Apetecem-me as férias.
Depois de 3 meses a trabalhar em horários loucos, jornadas intensas, pressoes descomunais, parto amanhã de viagem.
Creio que é das vezes em que mais me apetece agarrar a mala.
E dou-me conta que nunca faço férias só no conceito de "não ir a trabalhar". Férias tem sido sempre agarrar malas e sair. E voltar de férias é sempre aterrizar de avião e sentar-me à secretária.
Sou um "culo inquieto" saltitão e amanhã à noite zarpo daqui. Desta cidade, deste país e desta cabeça.
Estou cansada.
Vou viajar.
Creio que é das vezes em que mais me apetece agarrar a mala.
E dou-me conta que nunca faço férias só no conceito de "não ir a trabalhar". Férias tem sido sempre agarrar malas e sair. E voltar de férias é sempre aterrizar de avião e sentar-me à secretária.
Sou um "culo inquieto" saltitão e amanhã à noite zarpo daqui. Desta cidade, deste país e desta cabeça.
Estou cansada.
Vou viajar.
Friday, September 11, 2009
Wednesday, September 9, 2009
Que volte o azul.

Azul pode ser inspiração. Criatividade, movimento, céu e mar, terra comida, ondas em cheio, couves estranhas, cadeiras e portas.Azul pode ser estar livre e ondular como bandeira. Ou crescer a chapinhar os pés.
Azul foi Verão quentinho, amigos, companhia, planos, iogurtes, fruta, esperança, romance, expectativa, praia, campo, descobertas.
Azul foi estar solto por aí, ao vento.
Neste momentinho de balanço, no qual ganho de novo balanço na perspectiva do feito e do fazer, inspiro-me no azul que houve por todo o lado. Segura de que o volto a encontrar dentro do tempo que se faça esperar.
O azul volta. O azul volta sempre.
E que a inspiração e energia voltem com ele.
Em tudo é questão de esperar. E é bom saber que o azul, afinal, no final, chega sempre.
Espero-o.
Tuesday, September 8, 2009
Mudanças
Hoje ao fim da tarde já tive frio quando me sentei nos jardins da Olokuti com a Marta.
Já tenho uma manta extra colorida aos pés da cama.
E ontem fui correr.
São mudanças. São mudanças no ar.
O sol leve vai ficando para trás de nuvens e mais perto de outros hemisférios e neste, entretanto, provocam-se mais arrepios.
Tenho um bocadinho de frio.
É um frio que polvilha os momentos.
Deste frio que se sente quando se ouve música triste. (Para mim a música às vezes é "boamente triste").
Hoje decidimos na empresa que não a íamos deixar morrer.
Já há meses que lhe vamos insuflando ar novo pela boca, festejando cada notícia, cada projecto ganho, cada visita conseguida, cada felicitação de clientes cativados.
Já meses que vamos tendo paciência com os dias em que os salários recheiam a conta.
Já há meses que vamos tendo paciência para ouvir que parecemos bem fixes mas que....
Paciência, esforço, "aguante", energia, ideias, luta, ânimo, positividade, confiança, coesão, sentido de equipa, adaptação, criatividade....
Fomos pondo tudo na mesa. Uma coisa detrás da outra, sempre que foi sendo necessário.
Com queixa pela mistura, claro:) Mas fomos.
E hoje decidimos que para não matar há que cortar.
E decidimos que uma mudança mais se avizinha. Prescinde-se do espaço físico do nosso centro de criação. Saímos do escritório e trabalharemos a partir de casa.
A verdade é que não sei bem como estou.
Por um lado, com pouca vontade de dar o braço a torcer e queixar-me, porque acredito que a luta segue e o projecto vale.
Por outro, com uma vontade estúpida de me deitar e esperar que passe. E voltar a ver as minhas ideias a sairem do escritório, a serem postas em prática, discutidas, discutidas, compradas, usadas, partilhadas.
Apetece-me que as coisas corram bem, porque o meu trabalho é partilhar.
E sinto-me sozinha diante de um computador para onde vou lançando ideias novas cada dia.
As próprias ideias começam a murchar detrás do ecrã. E eu com elas, cansada de que a fluidez não se atinja.
Eu sei que é falta de tolerância, eu sei. E talvez de paciência. E que o que preciso é de partir rapidito prá Grécia e Itália para arejar a mente do quotidiano. Eu sei.
E sei que agradeço pela equipa genial que me acompanha e por ter este tecto que me protege do frio que muda lá fora e se faz sentir dentro.
Eu sei.
E sei que a queixa não leva a nada, só a luta, só a luta.
Mas não consigo evitar este bocadinho de mim que põe cara de peixe frito quando chega a casa e pensa em tudo isto.
Fico triste, e não o posso evitar.
Amanhã já voltarei a pensar na magia que é partilhar o dia com pessoas BOAS, no engraçado que é conhecer tantos lugares em visita de empresa, no quentinho que se sentia quando a Charo nos trazia os croissants de chocolate nas manhãs em que vinha limpar, do companheirismo abertura, liberdade que se sente a cada dia, no fabuloso que é trabalhar em algo que adoro, de uma forma que defendo tanto e pela qual luto para implementar e consigo.
Amanhã já me voltarei a centrar no importante, que são todas as coisas geniais de toda a situação.
Mas hoje, hoje sinto a mudança por todo o lado e custa aguentar a inquietude de não saber o amanhã.
O mundo é dos que se adaptam.
Espero que o frio passe depressa para resistir a este cachecol que às vezes se faz fininho, fininho...
Já tenho uma manta extra colorida aos pés da cama.
E ontem fui correr.
São mudanças. São mudanças no ar.
O sol leve vai ficando para trás de nuvens e mais perto de outros hemisférios e neste, entretanto, provocam-se mais arrepios.
Tenho um bocadinho de frio.
É um frio que polvilha os momentos.
Deste frio que se sente quando se ouve música triste. (Para mim a música às vezes é "boamente triste").
Hoje decidimos na empresa que não a íamos deixar morrer.
Já há meses que lhe vamos insuflando ar novo pela boca, festejando cada notícia, cada projecto ganho, cada visita conseguida, cada felicitação de clientes cativados.
Já meses que vamos tendo paciência com os dias em que os salários recheiam a conta.
Já há meses que vamos tendo paciência para ouvir que parecemos bem fixes mas que....
Paciência, esforço, "aguante", energia, ideias, luta, ânimo, positividade, confiança, coesão, sentido de equipa, adaptação, criatividade....
Fomos pondo tudo na mesa. Uma coisa detrás da outra, sempre que foi sendo necessário.
Com queixa pela mistura, claro:) Mas fomos.
E hoje decidimos que para não matar há que cortar.
E decidimos que uma mudança mais se avizinha. Prescinde-se do espaço físico do nosso centro de criação. Saímos do escritório e trabalharemos a partir de casa.
A verdade é que não sei bem como estou.
Por um lado, com pouca vontade de dar o braço a torcer e queixar-me, porque acredito que a luta segue e o projecto vale.
Por outro, com uma vontade estúpida de me deitar e esperar que passe. E voltar a ver as minhas ideias a sairem do escritório, a serem postas em prática, discutidas, discutidas, compradas, usadas, partilhadas.
Apetece-me que as coisas corram bem, porque o meu trabalho é partilhar.
E sinto-me sozinha diante de um computador para onde vou lançando ideias novas cada dia.
As próprias ideias começam a murchar detrás do ecrã. E eu com elas, cansada de que a fluidez não se atinja.
Eu sei que é falta de tolerância, eu sei. E talvez de paciência. E que o que preciso é de partir rapidito prá Grécia e Itália para arejar a mente do quotidiano. Eu sei.
E sei que agradeço pela equipa genial que me acompanha e por ter este tecto que me protege do frio que muda lá fora e se faz sentir dentro.
Eu sei.
E sei que a queixa não leva a nada, só a luta, só a luta.
Mas não consigo evitar este bocadinho de mim que põe cara de peixe frito quando chega a casa e pensa em tudo isto.
Fico triste, e não o posso evitar.
Amanhã já voltarei a pensar na magia que é partilhar o dia com pessoas BOAS, no engraçado que é conhecer tantos lugares em visita de empresa, no quentinho que se sentia quando a Charo nos trazia os croissants de chocolate nas manhãs em que vinha limpar, do companheirismo abertura, liberdade que se sente a cada dia, no fabuloso que é trabalhar em algo que adoro, de uma forma que defendo tanto e pela qual luto para implementar e consigo.
Amanhã já me voltarei a centrar no importante, que são todas as coisas geniais de toda a situação.
Mas hoje, hoje sinto a mudança por todo o lado e custa aguentar a inquietude de não saber o amanhã.
O mundo é dos que se adaptam.
Espero que o frio passe depressa para resistir a este cachecol que às vezes se faz fininho, fininho...
Monday, September 7, 2009
"A llum de luna"_uma noite a dançar de pé descalço





Chegam agora as imagens de uma noite de Junho, de loucura dançante. Grupo enorme num encontro dedicado à dança. No caso, a Dança Africana, cheia da sua energia vibrante, do seu ritmo brutal, da energia que leva os pés a entrarem em órbita.
Os corpos, bem diferentes, bem distintos, juntaram-se numa quinta-feira à noite para vibrar.
Ao som dos 3 tambores e djambes que acompanhavam e marcavam o passo cardíaco.
No intervalo o suor secou ao luar, com ajuda de melancia e refresco de ervas.
Gente diferente, noite diferente, a mesma energia da ocasiões em que estes encontros se produzem. No meio de uma semana de trabalho que se leva melhor...
Quando o calor excessivo ainda estava por chegar, nós produzimos o nosso próprio. E foi bom.
Música de fora e música de dentro
No ritmo da cidade os estímulos são avassaladoramente capazes.
Levam-nos de lado a lado, de corredor sonoro em corredor sonoro. Como num carreiro com mil possibilidades a cada cruzamento.
Os sentidos são chamados a cada instante e o ouvido permeabiliza a entrada desse mundo de fora, por muito que se tente ir no mundo de dentro.
Então chega o momento em que outra música é chamada. A que se leva nos MP3 por todo o lado.
E somos milhares (quase todos), os que deslizamos pela cidade sonora com fios a sair dos ouvidos.
Levamos dentro a música que nos permite estar connosco.
Leva-se a música que se conhece, que se quer conhecer ou de que já não nos lembrávamos. Um novo álbum, um curso de idiomas, uma colectânea de amigos...
Leva-se a música que pára a inundação externa, como forma de encontrar o próprio ritmo.
O ritmo sincopado deve perder-se nesta baralhação. O coração deve bater ao som de Pop, Jazz ou R&B. Talvez deslizar ao som de Bach ou de alguma das estações do Vivaldi.
Mas já não creio que tenha ritmo próprio. Porque o corpo reage nesta mistura de adrenalina vital que nos mostra, avisa, alerta, abana no mundo de fora.
E assim vamos por aí, a cada manhã de trabalho, a cada fim de semana de desporto a cada passeio de relaxe, ao som que nos impõem os fios que nos saem dos ouvidos.
E nessas ondas deslizamos até deixarmos as conexões neronais atordoadas, num misto de ritmo e anestesia ao exterior.
Assim se move...
Neste fervor musical, penso no que me move os pasos. Eu levo, sobretudo, pedaços de gente que me passa e passou: A Minuit Gaulle da C., a polaca Anita Lipnicka do Rafal, o grego Pavlo Pavlivis do Lambros, algo da Biblioteca da Póvoa mostrado pelo Daniel, mundos sonoros da mãe, uma ou outra coisa em espanhol do David Garcia, da Núria, da Inés. Levo música do mundo de todos os workshops e danças que frequentei. levo música para dançar da Esther e algo em hebraico, da Ruth. Coisas que aprendi em blogs. Coisas das gentes que se interessam por música, como a Ana Kawaii, o Fernando, o Victor Pinto, o vizinho Roger, o companheiro basco Aitor... Levo um curso rápido de italiano, música que me leva a filmes que vi e gostei e mais coisas incategorizáveis.
E deste modo vamos, surdos da vida, cheios de mundo sonoro.
Levam-nos de lado a lado, de corredor sonoro em corredor sonoro. Como num carreiro com mil possibilidades a cada cruzamento.
Os sentidos são chamados a cada instante e o ouvido permeabiliza a entrada desse mundo de fora, por muito que se tente ir no mundo de dentro.
Então chega o momento em que outra música é chamada. A que se leva nos MP3 por todo o lado.
E somos milhares (quase todos), os que deslizamos pela cidade sonora com fios a sair dos ouvidos.
Levamos dentro a música que nos permite estar connosco.
Leva-se a música que se conhece, que se quer conhecer ou de que já não nos lembrávamos. Um novo álbum, um curso de idiomas, uma colectânea de amigos...
Leva-se a música que pára a inundação externa, como forma de encontrar o próprio ritmo.
O ritmo sincopado deve perder-se nesta baralhação. O coração deve bater ao som de Pop, Jazz ou R&B. Talvez deslizar ao som de Bach ou de alguma das estações do Vivaldi.
Mas já não creio que tenha ritmo próprio. Porque o corpo reage nesta mistura de adrenalina vital que nos mostra, avisa, alerta, abana no mundo de fora.
E assim vamos por aí, a cada manhã de trabalho, a cada fim de semana de desporto a cada passeio de relaxe, ao som que nos impõem os fios que nos saem dos ouvidos.
E nessas ondas deslizamos até deixarmos as conexões neronais atordoadas, num misto de ritmo e anestesia ao exterior.
Assim se move...
Neste fervor musical, penso no que me move os pasos. Eu levo, sobretudo, pedaços de gente que me passa e passou: A Minuit Gaulle da C., a polaca Anita Lipnicka do Rafal, o grego Pavlo Pavlivis do Lambros, algo da Biblioteca da Póvoa mostrado pelo Daniel, mundos sonoros da mãe, uma ou outra coisa em espanhol do David Garcia, da Núria, da Inés. Levo música do mundo de todos os workshops e danças que frequentei. levo música para dançar da Esther e algo em hebraico, da Ruth. Coisas que aprendi em blogs. Coisas das gentes que se interessam por música, como a Ana Kawaii, o Fernando, o Victor Pinto, o vizinho Roger, o companheiro basco Aitor... Levo um curso rápido de italiano, música que me leva a filmes que vi e gostei e mais coisas incategorizáveis.
E deste modo vamos, surdos da vida, cheios de mundo sonoro.
Sunday, September 6, 2009
Um anjo na passagem do passeio
Um visão comic(a) sobre o mundo.
Partes de uma genial exposição no Palau Robert em que vários, entre imensos outros, talentos portugueses estão reconhecidos...
Tuesday, September 1, 2009
Reabre-se um mundo de possibilidades...
Cenoura crua, maçã à dentada, amendoins, pipas, bocadillos de jamón serrano, pão de baguette, amêndoas, nozes, bolachas crocantes, chocolate com coisas dentro (avelãs inteiras, por deus!), maçã à dentada, salada sem triturar a alface, bifes,...............
Nem estou mais bonita (eu acho o contrário), nem estou imensamente diferente de antes.
Mas definitivamente estou mais saudável e..... Já não uso arames nos dentes!
Nem estou mais bonita (eu acho o contrário), nem estou imensamente diferente de antes.
Mas definitivamente estou mais saudável e..... Já não uso arames nos dentes!
Sem aparelho/Sin aparatos/without braces e comendo maçãs
:)
2 anos, 3 meses e 4 mil paciências depois.
Volto a poder comer maçãs à dentada.
2 anos, 3 meses e 4 mil paciências depois.
Volto a poder comer maçãs à dentada.
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