Este fim de semana, depois de coordenar as salas, os materiais, os 5 formadores, os 56 formandos, os responsáveis da empresa, e a mim mesma, como coordenadora de formação, deixei-me levar, entre intervalo e intervalo de trabalho, pelo espaço.
Claro que o espaço era nada mais, nada menos que o Zoo de Barcelona, por isso não só andei de trás para a frente, mas também de baixo para cima, quando queria ver mais de perto os macacos, os flamingos, os ursos...
E volta meia volta lá voltava às salas de formação, a ver se a luz já fncionava bem, se o formador já estava mais calmo ou se a dinâmica X já tinha resultado como planeado.
Então, quando tudo estava nos eixos, lá voltava aos ursos.
A sensação de, ao fim da tarde de Sábado, estar sozinha pelos corredores de árvores, jaulas, espaços de animais, foi equivalente à força da luz presente.
Um fim de dia luminoso, com raios alaranjados. Um urro de tigre mal-disposto ou só relaxado. Um abutre que voa até ao chão, desde o cimo da sua árvore. Os bisontes pesados que se aproximam da comida a passo de elefante.
O Zoo ganha magia. Os animais estão longe de olhares. A salvo. Com a privacidade de bicho, ainda que sem a liberdade de Ser vivo.
O ar respirava-se mais. E o Zoo, como um pulmão mais vivo no meio da cidade, tenta esquecer o barulho do tram via que lhes passa a 5 metros aos gorilas. Faz-se natureza, no meio do burburinho de actividade empresarial que se vive nas 3 salas reservadas, atrás das cabras e à frente das impalas...
Dias estranhos.
1 comment:
Adorei os comentários aos animais! hehehe la en casa as veces también es el papa que tiene el pelo mas largo... (eu aqui a tentar hablar..).
Dias estranhos entre gente e bichos...
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