Gosto.
Inspira.
Friday, June 26, 2009
A energia que fica
Para mim, o melhor das viagens é a energia que dura e se eterniza no DEPOIS.
Nem uns dias de trabalho que terminam às 10 da noite, 300 toneladas de responsabilidade e prazos para cumprir sobre a máxima pressão podem fazer vacilar a energia ganha nas vivências gregas...
E quando o Grrrr! começa a vir, é só fecar os olhos e viajar de novo aos cenários onde o tempo não contou.
E a aventura começa de novo, com ânimo refrescado!
Wednesday, June 24, 2009
Viajeira-Bailarina
Esta viagem foi tao "voada" que se viu até na forma dos passos.
Em cada sítio que parei, dancei.
E em muitos deles, o Lambros ou o Dimitris registravam os delírios de movimento desta forma....
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delírio mental de sensaçoes
Viagem através dos sentidos
Como apologista apaixonada pelas sensações e sentidos, os meus registros misturam-se e separam-se em cada um deles.
Vi. Vi tudo aquilo em que os olhos pousaram... Paisagens, pores do sol e nasceres do dia, pedaços de história,...





Ouvi as músicas que me acompanham ao escrever e que levo no ipod com nomes que não posso nem ler. Ouvi um concerto del Café de los Maestros no Odeon de Herodes Atticus.

Saboreei cada pedaço, como se o mundo fosse de comer.




Toquei nas paredes das igrejas ortodoxas, nas escadas das casas coloridas de Mikonos, nos gatos da rua, nas águas do mar das diferentes praias por onde passei, nas colunas perto do Partenon e nas oliveiras da Acrópole. Impressionada pelas misturas e temperaturas de cada coisa.
E cheirei todos os aromas da cidade, das casas por onde passei, das pessoas com quem estive, dos protectores solares das praias, dos quartos de hotelzinho e dos geles de banho que usei.
Sentir Grécia foi BOM!
Vi. Vi tudo aquilo em que os olhos pousaram... Paisagens, pores do sol e nasceres do dia, pedaços de história,...
Ouvi as músicas que me acompanham ao escrever e que levo no ipod com nomes que não posso nem ler. Ouvi um concerto del Café de los Maestros no Odeon de Herodes Atticus.
Saboreei cada pedaço, como se o mundo fosse de comer.
Toquei nas paredes das igrejas ortodoxas, nas escadas das casas coloridas de Mikonos, nos gatos da rua, nas águas do mar das diferentes praias por onde passei, nas colunas perto do Partenon e nas oliveiras da Acrópole. Impressionada pelas misturas e temperaturas de cada coisa.
E cheirei todos os aromas da cidade, das casas por onde passei, das pessoas com quem estive, dos protectores solares das praias, dos quartos de hotelzinho e dos geles de banho que usei.
Sentir Grécia foi BOM!
EDITE@GRC
Sinto-me tao feliz que podia voar.
Quase não sinto o cansaço de 6 dias de não parar porque as emoções tomam conta deste ser maravilhado.
Voei por 5 dias e cheguei assim leve, grande, quente, maravilhada e apaixonada.
Trago por dentro mil palavras por dizer.
Trago a transbordar sensações inigualáveis de uma viagem perfeita, perfeita, perfeita...
Tento separar por temas o Tudo que me inunda, mas num primeiro atropelo de palavras e imagens, fica o geral: que agarrei na minha mala vermelha na passada quinta feira e voei a Atenas.
Nestes 6 dias que me separam da partida estive em Halkida, Atenas e Mikonos.
Passei por carros, barcos, autocarros, comboios e aviões. Caminhei muito.
Vi 3 amanheceres e todos os pores de sol que estiveram disponíveis.
Conheci gente bonita e duas pessoas especiais e grandes. Trouxe a uma tão perto que se mistura nas sensações.
Chorei de saudades de deixar para trás coisas que conheci, vivi e suguei em poucos dias/noites.
Ri-me tanto que fiquei com a marca no bronzeado.
Usei cada trapinho que coloquei na mini-mala de 10 Kg que me acompanha na cabine do aviao.
Não trouxe mais do que uma caixa de açafrão raro agarrado de um mini-mercado de bairro. Nem brincos, nem lenços, nem recuerdos.
Fui só eu. Venho só eu. E muita música que me deram o deus grego e o anjo grego que me acompanharam nos dias. E muitas imagens de momentos inesquecíveis, de paisagens entranhadas na pele.
Sinto-me tao feliz, tão cheia, tão intensa, que se levasse ao extremo alguma das emoções que sinto, podia certamente implodir...
Foi a viagem da minha vida. Eu, que cada vez que saio me animo, descobri nestes dias um extremo mais do bem-estar!
Monday, June 15, 2009
Viagem à vista
Faltam uns dias para sair de BCN e aterrar no berço (da civilização, dizem).
OS dias de trabalho são levados de forma ligeira, fácil, entusiasmante, perante a perspectiva de voo por aí.
Imagino os 5 dias de caminhadas, mousaka, história e areia e sorrio, tranquila.
Depois desde fim de semana intenso, em que os encontros se deram da forma mais bonita possível - fluída e alegremente - apetece seguir a energia.
Este fim de semana houve praia, bolas pequenas atiradas no mar quente, sandwichs partilhados entre 3 nacionalidades, jantares às 11 da noite com deleite para os sentidos, muitas gargalhadas, troca e partilha de perspectivas, cumplicidade e abertura.
Entre gente que apenas se conhecia mas que se relacionou como se o mundo pertencesse à Improvisação. Uma polaca em forma de anjo enérgico, um galego espevitado e bom cozinheiro, uma portuguesa sempre aos saltos e um outro luso de humor e formas descontraídas montaram o palco de estar bem e estiveram.
Gosto dos fins de semana que parecem férias de 15 dias. Em que os minutos são bonitos e intensos.
Em que aprendo sobre os tempos do comunismo na Polónia, sobre os punks irlandeses e sobre a arquitectura mais estranha com sol nas costas e ternura espalhada por gente que desfruta com os encontros assim....
Até lavar roupa à mão, aspirar e arrumar a casa têm um salor mais animado, desrotinado e alegre!
Saúdos ao mundo, entre fim de semana bome férias que se esperam!
OS dias de trabalho são levados de forma ligeira, fácil, entusiasmante, perante a perspectiva de voo por aí.
Imagino os 5 dias de caminhadas, mousaka, história e areia e sorrio, tranquila.
Depois desde fim de semana intenso, em que os encontros se deram da forma mais bonita possível - fluída e alegremente - apetece seguir a energia.
Este fim de semana houve praia, bolas pequenas atiradas no mar quente, sandwichs partilhados entre 3 nacionalidades, jantares às 11 da noite com deleite para os sentidos, muitas gargalhadas, troca e partilha de perspectivas, cumplicidade e abertura.
Entre gente que apenas se conhecia mas que se relacionou como se o mundo pertencesse à Improvisação. Uma polaca em forma de anjo enérgico, um galego espevitado e bom cozinheiro, uma portuguesa sempre aos saltos e um outro luso de humor e formas descontraídas montaram o palco de estar bem e estiveram.
Gosto dos fins de semana que parecem férias de 15 dias. Em que os minutos são bonitos e intensos.
Em que aprendo sobre os tempos do comunismo na Polónia, sobre os punks irlandeses e sobre a arquitectura mais estranha com sol nas costas e ternura espalhada por gente que desfruta com os encontros assim....
Até lavar roupa à mão, aspirar e arrumar a casa têm um salor mais animado, desrotinado e alegre!
Saúdos ao mundo, entre fim de semana bome férias que se esperam!
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delírio mental de sensaçoes
Wednesday, June 3, 2009
2,5 anos_Outra efeméride
Há 2,5 anos 2aterrei em Barcelona.
Vinha para espreitar e fiquei a viver.
Não posso dizer nada mais do que VALEU a PENA e alegrar-me por ter vindo e ficado.
Nestes 365*2+365/2 dias houve um só em que as coisas pareceram tão acumuladoramente chatas e nhénhés em que me imaginei a viver ali pelos lados do jardim de Belas Artes, no Porto.
Nos restantes dias era aqui que eu queria estar.
Podia ir embora já. Levava suficiente Barcelona dentro.
Mas posso ficar aqui mais tempo. Porque há muita Barcelona ainda para inspirar...
Hoje, que em jeito de efeméride vim aqui, deixo escrito o quanto Edite@BCN faz sentido.
Gosto do novo terraço mais perto do céu que descobri, dos amigos que me rodeiam, das pessoas e dos personagens com quem me vou cruzando, das casas e dos cabelos loiros dos miudos na Praça da Virreina.
Amo descer o Passeig de Sant Joan de patins em linha e música nos ouvidos, a toda a velocidade, e continuar pela Diagonal, a suar imenso e a ver o sol pro entre as folhas de árvores enquanto partilho o banco com um velhinho que me pergunta as horas.
Amo descer a Rambla da Catalunya de manhã, de Bicing, com o cabelo fresco a baloiçar e os pólens a despencarem das árvores qeu resistem à poluição.
Amo apanhar um comboio que demora uma hora a levar-me a uma das imensas praias diferentes por aqui perto e passar o regresso de pé, a ver as ondas do Mediterrâneo a chatearem a pouca areia que fica nas praias.
Gosto da familiaridade com que o senhor da fruta me vende as bananas mais baratas.
Gosto de chegar à casa que é casa e andas descalça e só em calções, enquanto bebo água e me penduro na janela a ver se a roupa secou e se os gatos bebés estão a brincar no pátio alheio.
Gosto de passar plo Sr. Serafim Sapateiro a ver se o pé já recuperou e ouvi-lo dizer, porque entre aquelas rugas de gnomo, que se alegra de que eu tenha passado.
Gosto de guardar as cartas que recebo dos amigos de sempre na caixa colorida no meu quadrado de estante.
E gosto de beber cerveja ao fim da tarde.
E de ir ao CCCB a ver que há.
E de comprar um sumo de côco na Boquería.
E de tirar fotos manhosas nas ruas que encontro.
E de saber onde comer galtes e butifarra con feijões brancos que sabem bem.
E de conhecer os pátios dos cafés que o têm atrás.
E pronto, e gosto e já tá.
E amanhã vou a Portugal dizer à alergologista que o nariz ainda não me caiu e afinal o clima mediterrânico melhora as alergias, e abraçar a mãe, e partilhar histórias com amigos, e dar um workshop de Corpo e Voz, e votar plo meu país, e ver os bebés que cresceram e comer pão com manteiga da padaria ao lado de casa e beber bom café e rir-me imenso depois da noite no Bacus.
E pronto, e gosto e já tá.
Vinha para espreitar e fiquei a viver.
Não posso dizer nada mais do que VALEU a PENA e alegrar-me por ter vindo e ficado.
Nestes 365*2+365/2 dias houve um só em que as coisas pareceram tão acumuladoramente chatas e nhénhés em que me imaginei a viver ali pelos lados do jardim de Belas Artes, no Porto.
Nos restantes dias era aqui que eu queria estar.
Podia ir embora já. Levava suficiente Barcelona dentro.
Mas posso ficar aqui mais tempo. Porque há muita Barcelona ainda para inspirar...
Hoje, que em jeito de efeméride vim aqui, deixo escrito o quanto Edite@BCN faz sentido.
Gosto do novo terraço mais perto do céu que descobri, dos amigos que me rodeiam, das pessoas e dos personagens com quem me vou cruzando, das casas e dos cabelos loiros dos miudos na Praça da Virreina.
Amo descer o Passeig de Sant Joan de patins em linha e música nos ouvidos, a toda a velocidade, e continuar pela Diagonal, a suar imenso e a ver o sol pro entre as folhas de árvores enquanto partilho o banco com um velhinho que me pergunta as horas.
Amo descer a Rambla da Catalunya de manhã, de Bicing, com o cabelo fresco a baloiçar e os pólens a despencarem das árvores qeu resistem à poluição.
Amo apanhar um comboio que demora uma hora a levar-me a uma das imensas praias diferentes por aqui perto e passar o regresso de pé, a ver as ondas do Mediterrâneo a chatearem a pouca areia que fica nas praias.
Gosto da familiaridade com que o senhor da fruta me vende as bananas mais baratas.
Gosto de chegar à casa que é casa e andas descalça e só em calções, enquanto bebo água e me penduro na janela a ver se a roupa secou e se os gatos bebés estão a brincar no pátio alheio.
Gosto de passar plo Sr. Serafim Sapateiro a ver se o pé já recuperou e ouvi-lo dizer, porque entre aquelas rugas de gnomo, que se alegra de que eu tenha passado.
Gosto de guardar as cartas que recebo dos amigos de sempre na caixa colorida no meu quadrado de estante.
E gosto de beber cerveja ao fim da tarde.
E de ir ao CCCB a ver que há.
E de comprar um sumo de côco na Boquería.
E de tirar fotos manhosas nas ruas que encontro.
E de saber onde comer galtes e butifarra con feijões brancos que sabem bem.
E de conhecer os pátios dos cafés que o têm atrás.
E pronto, e gosto e já tá.
E amanhã vou a Portugal dizer à alergologista que o nariz ainda não me caiu e afinal o clima mediterrânico melhora as alergias, e abraçar a mãe, e partilhar histórias com amigos, e dar um workshop de Corpo e Voz, e votar plo meu país, e ver os bebés que cresceram e comer pão com manteiga da padaria ao lado de casa e beber bom café e rir-me imenso depois da noite no Bacus.
E pronto, e gosto e já tá.
Tuesday, June 2, 2009
Ritmo y Expressão
Chegou hoje da Argentina.
Cansado. 24 horas sem dormir.
Não trás o bigodinho que tinha quando o conhecia. Mas vem com ele a proximidade imediata de um contacto que não se faz pessoalmente há um ano. E se mantém quente, próximo, íntimo, confiado.
O Ritmo, Rubén, flautista de hamlins por aí....
Há um mês trocou o bilhete de avião que lhe traria demasiadas complicações de escalas, para voar directamente de Buenos Aires a Madrid, em vez das escalas em Rio de Janeiro e Paris. Há um mês fez a escolha que lhe permite hoje estar vivo e ter comido comigo um pastel de Belém na casa Portuguesa enquanto dávamos forma ao workshop conjunto que estamos a organizar. Não ia no avião que desapareceu ontem no meio do Atlântico, e apareceu às 7 horas no meu trabalho, para depois do abraço de amigos seguirmos um passeio com conversas intermináveis.
O Rubén tras com ele uma energia especial.
Daquelas feitas de experiência de anos, de coisas duras, de vivências, de sensibilidade, de trabalho pessoal.
De energia e...RITMO.
E esta energia que chega hoje apazigua-me, retoma-me a pista da calma que fui deixando perder de vista há uns tempos, como sempre que entramos numa marcha demasiado acelerada e se sente o motor a esforçar-se em excesso.
E de repente, o Rubén, que conheço há um ano, de um workshop em que fez fluir a energia de todo o grupo ao qual eu pertencia, reaparece.
E ri-se dos meus stresses. Diz-me que não vale a pena ficar irritada. Sorri da minha impaciência.
E aceita o desafio de se juntar à Edite Expressão para um workshop a dois.
A dois flautistas que se cuidam à distância nas palavras e nos pequenos gestos.
De gente que acredita nos acasos, nas histórias inverosímeis e nas mudanças de bilhetes de avião.
Ganhei perspectiva, visão periférica e altitude para voar de novo por paragens menos comezinhas.
Juntam-se os flautistas e os tambores põem-se a ponto de romper o silêncio.
Os pés preparam-se para descalçar e saltar com a trepidação dos corpos que voam, fluem, dançam e dançam e dançam...
O Rubén-Ritmo encontra-se com a Edite-Expressão.... E a energia começa!
Cansado. 24 horas sem dormir.
Não trás o bigodinho que tinha quando o conhecia. Mas vem com ele a proximidade imediata de um contacto que não se faz pessoalmente há um ano. E se mantém quente, próximo, íntimo, confiado.
O Ritmo, Rubén, flautista de hamlins por aí....
Há um mês trocou o bilhete de avião que lhe traria demasiadas complicações de escalas, para voar directamente de Buenos Aires a Madrid, em vez das escalas em Rio de Janeiro e Paris. Há um mês fez a escolha que lhe permite hoje estar vivo e ter comido comigo um pastel de Belém na casa Portuguesa enquanto dávamos forma ao workshop conjunto que estamos a organizar. Não ia no avião que desapareceu ontem no meio do Atlântico, e apareceu às 7 horas no meu trabalho, para depois do abraço de amigos seguirmos um passeio com conversas intermináveis.
O Rubén tras com ele uma energia especial.
Daquelas feitas de experiência de anos, de coisas duras, de vivências, de sensibilidade, de trabalho pessoal.
De energia e...RITMO.
E esta energia que chega hoje apazigua-me, retoma-me a pista da calma que fui deixando perder de vista há uns tempos, como sempre que entramos numa marcha demasiado acelerada e se sente o motor a esforçar-se em excesso.
E de repente, o Rubén, que conheço há um ano, de um workshop em que fez fluir a energia de todo o grupo ao qual eu pertencia, reaparece.
E ri-se dos meus stresses. Diz-me que não vale a pena ficar irritada. Sorri da minha impaciência.
E aceita o desafio de se juntar à Edite Expressão para um workshop a dois.
A dois flautistas que se cuidam à distância nas palavras e nos pequenos gestos.
De gente que acredita nos acasos, nas histórias inverosímeis e nas mudanças de bilhetes de avião.
Ganhei perspectiva, visão periférica e altitude para voar de novo por paragens menos comezinhas.
Juntam-se os flautistas e os tambores põem-se a ponto de romper o silêncio.
Os pés preparam-se para descalçar e saltar com a trepidação dos corpos que voam, fluem, dançam e dançam e dançam...
O Rubén-Ritmo encontra-se com a Edite-Expressão.... E a energia começa!
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