Estar arrasada de trabalho, a menos de uma semana de entrega da tese de Master, mas passar 4 horas num estúdio de gravação a gravar a voz off de um programa de protecção solar e a dobrar bonequinhos que falam em vários idiomas! Numa experiência genial, com bom humor e uma equipa paciente.E ainda ter tempo para conversas com amigo do peito sobre a beleza harmónica da criação científica; sobre o prazer de ver desde fora o trabalho escrito durante quase um ano e fazê-lo nosso, cheios de prazer por poder partilhar por escrito o objecto do nosso desafio cognitivo. As letras, gráficos, citações e anexos intermináveis como que ganham vida própria e sente-se quase que despega dos nossos dedos e se faz independente. Uma produção que se quer levar longe.
Comer bem. Muito e chocolate.
Ronronar em colos amigos até cair de sono e ter horas de conversas nos intervalos mentais deixados pela criação.
Chegar a casa e olhar para a chuva que desaba, encolhida no quentinho da casa e metida entre o teclado branco do computador-veículo.
Por isso.... Queixar-me?
Queixar de quê?
Queixar de quê?
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