A cidade tem recheio de cor. De buliço, confusão, gentes e azáfama.
É sofisticada e cosmopolita, cheia e preenchida.
Mas tem ponto de simplicidade verde espalhados e acessíveis.
Coisas que ficam assim perto e à distânica de um funicular.
Pousar os pés no passeio lá de cima tem em mim um efeito calmante que procuro sempre que preciso de respirar.
E esta Domingo de sol deixei-me subir. Entrar e sair da Fundación Miró com as suas cores e aconhego de uma arte fácil e próxima; perder-me pelos mil jardins que saí desencadeiam; filmar as paisagens com os meus olhos; serenar entre os cheiros fortes das flores que desatam a crescer; ensaiar passos de dança improvisados entre a bolota que cai e a música que vou ouvindo.
Sobretudo, pelos jardins de Montjuic, vou deixando o novelo de cidade e tecendo a teia de mim, assim de forma poc a poc, tranquilamente, como o devem ser as manhãs calmas de Domingo a sós.
Soube bem.
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