Sunday, May 17, 2009

La confianza da asco (?)

Esta é uma expressão muito espanhola.
Tem a ver com a facilidade de contacto entre as pessoas e a facilidade com que cai no pólo oposto.
Mas eu gosto da confiança e gosto de confiar.

E gosto da abertura de espíritos que nos faz maiores.

E gosto dos exemplos que provam que a confiança e a abertura são possíveis.
Há uns dias largos que sigo as aventuras de um casal português que anda aí a passear plo mundo de bicicletas há mês e meio. Já vão em França e ainda têm as bicicletas, os pertences, a energia e a confiança intacta. Ele não foi espancado nem ela violada nem nenhum deles foi rapatdo por alienígenas verdes para integração com os talibãs. Andam soltos, confiam e pedalam. E confiam nas ajudas que pedem e nas que recebem sem pedir. E com isso levam 3 países recorridos e mantêm vivos os sorrisos que se vêem no blog onde narram as aventuras e desventuras: http://www.2numundosobrerodas.blogspot.com/
(De verdade que, mesmo sem os conhecer de lado nenhum, me alegro imenso com a forma como se deixam levar pelo vento).

Outro bom exemplo é o Couch Surfing. Através deste projecto mundial as fronteiras fazem-se pequenas e a confiança também aumenta. Tira-se da cabeça as paranoias que os jornais semeiam. Limpa-se a ranhoca do medo. Lança-se ao vazio a naturalidade, a espontaneidade e aprende-se que ir tomar café com desconhecidos, trazê-los a casa ou ir à sua, não são sinónimos de pedaços de corpo postos no congelador, nem computadores misteriosamente desaparecidos.
É justamente o contrário, quando se recebe uma cerveja grátis ou se oferece um jantar simpático.

Eu acho que a confiança existe, pode existir.
Também acredito que há muita merda por aí e que as desilusões estão para se sentir, e que algum dia terei que escrever algo sobre o quão lixada estou porque A ou B me apanharam desprevenida e le levaram algo importante.
O que não tenho claro é que esse episódio seja obrigatoriamente de um desconhecido.
Acredito tanto no rapto de máquinas fotográficas de cima da minha estante por um personagem desconhecido como na má atitude de amigos em que confiaría toda a casa ou que me foram apresentados por gente "séria".

Por isso confio na confiança, na abertura e nas pessoas que confiam no caminho.
E acho que agradeço, neste momento, a esses dois no mundo sobre rodas que não conheço, que pedala por avenidas e caminhos de pó e chega sempre. Porque provam que o mundo não engole só por ser grande e que o desconhecido só o é até que lhe estendemos a mão e lhe perguntemos pelo nome.

1 comment:

ana said...

se o azar acontecesse mais vezes do que não, as companhias de seguros não davam lucros.