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Sunday, May 24, 2009

Domingo de sol em passeio por Montjuic











A cidade tem recheio de cor. De buliço, confusão, gentes e azáfama.
É sofisticada e cosmopolita, cheia e preenchida.
Mas tem ponto de simplicidade verde espalhados e acessíveis.
Coisas que ficam assim perto e à distânica de um funicular.
Pousar os pés no passeio lá de cima tem em mim um efeito calmante que procuro sempre que preciso de respirar.
E esta Domingo de sol deixei-me subir. Entrar e sair da Fundación Miró com as suas cores e aconhego de uma arte fácil e próxima; perder-me pelos mil jardins que saí desencadeiam; filmar as paisagens com os meus olhos; serenar entre os cheiros fortes das flores que desatam a crescer; ensaiar passos de dança improvisados entre a bolota que cai e a música que vou ouvindo.
Sobretudo, pelos jardins de Montjuic, vou deixando o novelo de cidade e tecendo a teia de mim, assim de forma poc a poc, tranquilamente, como o devem ser as manhãs calmas de Domingo a sós.
Soube bem.

Monday, April 13, 2009

Pelo bairro de Poble Nou

Uma esquina que aparece enquanto se desce a Rambla de Poble Nou, cheia de árvores, pessoas e bancos que convidam a sentar....
Uma demonstração de amor pelo bairro...










Os habitantes de Poble Nou: entre as três amigas (arranjadérrimas) que falam de saúde e do senhor indigente que solta ao menino que cai "Não chores, guapo. Os guapos não precisam de chorar.... (silêncio)... E ainda por cima tens mãe para te cuidar, por isso não precisas de chorar"...


A própria Rambla de Poble Nou, ampla, cheia, viva...
Bairro de contrastes...
Em que o novo e o antigo se rasgam, tocam, cruzam....


Dia de sol, depois de vários de chuva...
As possibilidades abundavam e seguir qualquer uma delas era irresistível.
Assim que agarrei numa Bicing depois de ajudar uma amiga em mudanças de pouca coisa e rumei em direcção à fuga do centro.
Já apetecia há uns tempos, e assim fui parar a Poble Nou. Um bairro antes obreiro, logo usado pelos artistas, sobretudo pelos enormes armazéns transformados em ateliers de vários estilos e em que vida acontece.
As novas construções empurram os artistas do bairro e a vidilla tende a transformar-se de novo. As antigas fábricas, ex-ateliers, dão lugar forçoso às novas construções.
E o bairro transforma-se numa mistura estranha, em que novo e velho se tocam sem se juntarem...
Ficam algumas das paisagens de um bairro muito peculiar, apetecível, intrigante, misterioso e característico....