Thursday, January 31, 2008

Sensações frescas....

Venho agora da rua. O ar fresco deu-me na cara, do metro do ouro lado do bairro até aqui....
Li agora que Mercúrio não é como se esperava, segundo o observado pela sonda da NASA. TErão eles a sensação de uns pais que esperam 9 meses pela menina e sai menino? Fiquei a pensar....
Hoje fui à aula de Contact porque é 5ª feira e descubro que, mesmo muito cansada, é um espaço libertador. Acho que tem sobretudo a ver com o facto de andar hora e meia descalça, com o corpo por todo o lado e pelo chão e sem mangas. Parece verão, a meio de um dia de inverno.
Também gosto de ir ao Contact porque é em frente à praia e vou de bicicleta e apanho mais ar e vejo o mar pelo menos uma vez por semana. Está sempre apetecível.
Hoje estava a pensar no bom que é quando se tem o básico assegurado. Ter casa e quarto cómodos fazem uma grande diferença. Ainda por cima o meu é excelente!... Por fim tenho tudo arrumado e a roupa de verão já não tem que ficar num caixote debaixo da cama.
Comprei de novo o meu creme da cara. Continuo a gostar e a usar a mesma marca, o que não é nada comum em mim. Aprecio o facto de poder is a uma perfumaria comprá-lo, atendida pelas senhoras muito maquiadas e pipis, e pagar menos do que num super mercado. Ainda não percebi bem este fenómeno que faz com que certas coisas aparentemente caras sejam mais baratas de comprar em perfumerias do que em grandes superfícies. Mas também há mais coisas que não entendo, por isso paciência.

No outro dia vi no metro um casal surreal. Todos os dias o metro tem personagens surreais, sim, é verdade, mas no outro dia ia um casal de namorados de 20's, com rastas e roupa semi-desfeita-cool. Iam frente a frente de pé. Ela tinha, entre as rastas entrelaçadas, um rato (não era um hamster, era um rato. Ratazana, melhor dito). Ele tinha, atrás do pescoço, um gato pendurado. Não era um gato bonsai, era um gato grande e gordo. E lá iam os dois a conversar, com a animalada ali toda pendurada.... Nem sei como não deram pelo meu fio de baba a escorrer da boca aberta até aos tornozelos....
De entre todos os músicos do metro quero destacar o sr. mandarim que toca um instrumento que soa como a música dos restaurantes chineses. É agradável e o corredor do metro presta-se a isso. Já o apanhei em duas linhas e gosto daquele som. E do amplificador, coberto por uma camisola do Barça também.
Há um casal de senhores mais velhos em que ele toca e canta e ela só canta que também tem bastante piada. E como parece que estão ali mais um para o outro que por outra coisa, ainda é mais giro. Logo há alguns guitarristas que dão uns toques fixes, também.
Agora o ex-libris é a senhora com pinta de país de leste, com aquele ar de olho claro e semi-perdido/deslocado que toca orgão. Toca invariavelmente o "Besame mucho". O problema é que coordena o orgão para fazer o acompanhamento, mas é tão mau, tão fora de tom, tão descompassado, que eu juraria que até as velhinhas aceleram naquele corredor. E lá está ela, truca, truca, dia a pós dia, naqueles compassos infernais...

Há um restaurante manhosíssimo no Raval onde gosto de ir comer carbonnara. Os senhores são nitidamente fazedores de Shwarma, e essa é a especialidade, mais que típica. Mas também fazem aquela carbonnara boa, que já é a 3ª vez que lá vou e alambuzo-me toda.

Agora tomamos café no escritório da FYVAR. Temos um microondas e compramos café em pó. Lá nos vamos poupando uns trocos em cortados... E o facto de poder comer no escritório depois do trabalho e antes de uma aula, dá-me um jeitaço incrível! Até o chazinho de poleo-menta dá pra tomar no finzinho! Ohuó!

Ontem tivemos reunião de trabalho de grupo de preparação relatório master e foi giro porque almoçamos juntos aqui em casa e estivemos em alegre mas muio profícua elaboração de ideias. A verdade é que entre ontem e hoje fizemos tudo e já colocamos na página do master, pronto para o passo seguinte e para que as outras pessoas do grupo mais extenso possam comentar. Trabalhar assim está bem! Aprende-se imenso, especialmente porque se absorve o já absorvido pelos outros, há partilha. Está bem. Assim gosto.

O meu ex-companheiro de piso e ex-dono do meu quarto ainda não veio buscar o resto das coisas cá a casa. É um aborrecimento, temos tudo aqui espalhado sem lhe poder mexer... Raio do rapaz... Mas a parte boa é que consegui vender um forno que tinha "herdado" dos irlandeses quando eles se foram... Estava aqui a caixona e eu farta de o oferecer a malta amiga. Ninguém precisava. Até que pus no Loquo e um musico uruguayo se entusiasmou e o quis. Sem discutir. Veio cá buscá-lo, pagou-o e eu fiquei com espaço! Viva o Loquo, onde com jeitinho até a caixa terrível que temos em cima da máquina de lavar roupa se vende!
(raisparta a solução de chico para os seus cremes e afins!... Uma caixa de fruta, preta, e mal arrumada e poeirenta! Puf!...:)

Gostava de poder comprar algumas cacas de roupa e acessórios que estão aqui pelo bairro, nas lojinhas pequeninas. São coisas diferentes, engraçadas... Mas não dá.

Ah! Adoro trabalhar no Example! Adoro! Todos os dias sair de Gracia, onde vivo, e ir ao Eixample trabalhar é genial! Aquela luz é demais! Seja de tarde, manhã ou noite aqueles quarteirões são demais! Que bonito é chegar para trabalhar ali! Gosto mesmo!

O porteiro do prédio da FYVAR, o Emílio, é um personagem. Fala sempre do tempo ou do facto de ser quase ou pós fim de semana e quando se põe atrás da porta da rua e a abre sem que estejamos a contar, metido atrás, vestido com aquela bata azul e aquele ar de quem sabe mais do que parece, é um personagem. Gostava de experimentar o café da esquina daquela rua, tem boa pinta e internet wifi!

Pronto, as ideias frescas do ar lá de fora já estão. Vou dormir e aproveitar que ainda não é uma e tal da manha, como sempre. Se bem que, com o facto de ainda me faltar lavar os dentes, só mesmo à hora do costume é que estou entre lençóis! Os das minhas avózinhas.

Vou dormir, então. Até amanhã.
G

1 comment:

Anonymous said...

ufa. fiquei cansada só de ler!