Sunday, April 5, 2009

Fim de semana....

Uma manhã de sol passada entre passos de caminhada vigorosa e relaxe na areia com os Buendía (estou aprisionada nesta família!), diante do mar azul com brilho.
Uma manhã de Domingo com música nos ouvidos, protecções nas mãos, mochila às costas e rodas nos pés, numa exploração da costa em patins.

Aprecio a imensidão dos dias vazios.
A cada sexta feira sinto diante de mim uma folha em branco, imaculada e virgem. Tudo por desbravar.
O master acabou ha mês e meio e não, não me aborreço de não ter planos a cada momento. Invento-os.
Depois do master vieram amigos, família. E agora, sem planos pré-cozinhados, deixo que a improvisação marque o ritmo.
E assim me levam os pés até ao MECAL (o brilhante e sempre surpreendente festival internacional de curtas). Volto ao bar-clube Miscelânea, já com cartão caducado e sigo até ao pequeno grande bar Pastis, mais arejado e vivo, agora que provou resistir às pressões para fechar.
O resto dos dias teve sobretudo praia, gente por cá, amigos que trazem lichias às duas da manhã, quando aparecem para chá, leitura, tranquilidade e sempre esta sensação de vazio para eu encher como quiser.
Aborrecer-me com o tempo livre? Eu não sei o que é aborrecer-me, agora que a Primavera me apanha no primeiro ano a trabalhar 8h por dia, num compromisso laboral mais sério, e depois de me ter aprisionado aos conteúdos de grupos por tanto tempo.
Talvez por isso me deixe inundar por esta avidez gulosa de querer sempre mais, de me deixar guiar plos apetites, sem forçar nada.
Até as infinitas possibilidades depois de sair do trabalho, a cada dia, me sabem bem.... Um caminho cheio de direcções possíveis. Que pode passar por estar com a gente de sempre ou com novos conhecidos. Que pode guiar-me até ao centro, ou até à casa tranquila. Até um chá ou até uma cerveja fresca. Nos bares de sempre ou nos tantos por conhecer.
POSSIBILIDADE é a palavra de ordem.
Abertura é o sentimento por trás.
Barcelona é a cidade que o permite.

Às vezes tenho que fazer um esforço por não a querer literalmente comer, porque dá tanto que apetece agarrar tudo em braços. Mas são só dois, por isso abrando e sigo com esta noção de saborear e não ceder à gula.

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