No marco das efeméires passou-me a dos 3 anos.
3 anos no dia 3. De Janeiro, mês primeiro, pioneiro da minha saída do ninho (?) luso.
E, tal como numa relação, a crise dos 3 anos fez-se sentir. Quis sair, quis deixar, quis provar coisas novas JÁ!
E acabei por ficar um pouco mais, encantada por encantos que ainda não tinha descoberto.
Como nos amantes que surpreendem com um detalhe que sempre esteve, que nunca se viu.
Rendo-me ao encanto por mais tempo, e fico em Casa, quente neste Sábado em que não saio para curar a constipação forte que me mantém refém há 4 dias. Mas não custa tanto. Sei onde estão os papeis, os cadernos, a caixa vermelha de lápis de cor e afia vermelha do conjunto oferecido. Sei onde está o livro que acabei para lhe recordar uma última frase e sei onde estão as mantas quentes.
Recorro ao conhecido, em vez do aventureiramente longe.
Não acomodo, mas gozo desta comodidade.
E, como se esse cosmos curioso entendesse isto das linguagens que não se expressam, começam a chover projectos a medio prazo. Convite de um grupo de teatro para dar um workshop de Emoção e Expressão para Março; possibilidade de colaboração com uma empresa relacionada com o empreendorismo e a cultura, uma actividade num grupo de gente fantástica, relacionado com a Arte, Criatividade e Expressão,....
E um projecto maior que se perfila ao longe, que ganha contornos no seu esboço de cabeça.
3 anos e eu aqui. Sem saber para onde voar a seguir, mas a querer, sem dúvida, mudar quando o momento, com objetivo definido e claro se me apresentar. Eu vou atrás.
Atrás do novo, atrás do que me faz sentir nova.
Saturday, January 23, 2010
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