Gosto da caneta que desliza em papeis e gosto das mãos no computador.
Caio de sono mas volto aqui. Ainda que seja para escrever sobre o prazer de escrever.
A verdade é que ao longo do dia me saem de dentro conjuntos de ideias que se alinham para que as aponte de forma ordenada, em pequenos conjuntos que ganhem sentido.
A eferfescência quotidiana acaba por não dar espaço a essa apresentação cuidada e muitas das coisas que se alinham para a formatura, acabam perdidas num cosmos de papagaios de papel pendurados em linhas de electricidade.
As poucas que chegam com vida à calma necessária para o registro ganham mais cor, mais sentido, mais durabilidade.
O acto de escrita permite qualquer coisa de mágico, como se se imortalizassem pensamentos fugazes e os pudessemos colocar à disposição para ruminações posteriores....
Gosto disso.
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