A vida é cheia.
âs vezes em tão poucos dias passam-se tantas coisas que o tempo parece insuficiente para assimilar as diferenças de estados que provocam. Por isso uso este espaço e pouso os dedos nas teclas,à espera de que elas dêm sentido a tudo, ou pelo menos coloquem as coisas em linhas diferentes.
Haveria que por em linhas diferentes a conferência apanhada a meio e por acaso da sexta feira passada, em que um passeio a uma exposição com uma amiga, no fim do trabalho, se transformou num espaço de intercãmbio e conhecimento sobre "Arte e Ciência". Um ciclo excepcional a desenvolver no CCCB que me apanhou numa cadeira e só me deixou sair no fim da video-conferência do sujeito americano e das perguntas ao director daScience Gallery em Dublin, com quem estive à conversaao final.
No fim de tanto estímulo, a ida à dança de rua das sextas feiras foi subsitutuída por conversa de amigos nas escadas da catedral com música ao fundo (sempre a música...), um jantar improvisado ao fecho do estaminé e um leche de pantera no bar de sempre.
O Sábado foi de partilha, dança, contacto, comnicação e aprendizagem. Chovia, mas às 10 da manhã já estava no último piso de um edifício por Poble Nou (quase nunca vou a Poble Nou, com o fantástico que é......), prestes a receber a magnífica formação em "Empatía através do corpo", convidada pela Debby-amiga-formadora. E valeu a pena, pelo ritmo que se criou entre gente que não se conhecia e saiu no ar.
O Sábado teve conversa de amigas e companheiras de casa no sofá amarelo. E teve arrumações ao som de música de tambores que nos faziam voar por entre o pó e limpar com mais afinco (sempre disse e repito: as tarefas de casa não têm porque ser aborrecidas, sobretudo quando o corpo tem ritmo e vontade de se mover).
Às tantas da manhã mudamos a hora (já tardia) dos relógios entre amigos que partilham os cozinhados do chefe gourmet do bairro e fomos dormir a pensar na comida de hora a menos.
O Domingo teve conversa de Copa Café, o café de referência da malta, cá no bairro. Teve gargalhada caseira, daquelas que sabe bem por ser improvisada entre gestos e histórias mirabolantes. E teve o El País devorado de ponta a ponta e comentado para o lado.
À tarde songa-monga seguiu-se todo o ritmo, energia e magia do mundo: era dia de Jam de Contact.
Não há palavras para descrever estes encontros.
Mais de 40 pessoas juntam-se na TragantDansa e entre música, calor, risos, improvisações e encontros com novos e menos novos amigos, faz-se a festa.
O Contact aproxima mais do que os corpos. Há mais do que (muito) suor entre os que participamos.
Há muitos pés descalços a dançar ao mesmo ritmo interno, numa sequência de movimentos em tudo diferente. À tranquilidade de uns opõe-se a energia de outros. À loucura atónita contrapõe-se a fluidez. E assim, entre os momentos em que dou toda a minha bailarina-de-cores de dentro, passo horas em que me esqueço das botas de tacão que calçarei no dia seguinte.
Esses momentos mágicos de dança, cor e ritmo acabam sempre com gente em bares a tomar chá, cerveja e a falar da vida por palavras que não se usaram durante a Jam. Ontem foi a vez do Miquel, o half-catalan, half-cambodjano, à espera da chamada das amigas polacas para ir para casa....
A noite acaba com um peçade mobiliário recolhida da rua em impecável estado e um "bonna nit" sorrido à companheira de casa, à porta dos quartos contíguos....
Assim vivo Barcelona.....
Monday, March 30, 2009
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