Thursday, December 18, 2008

Coisas de noites curiosas

Num dia chego a casa depois de um dia de trabalho semi productivo, como legumes cozidos no dia anetrior e aquecidos à pressão, acrescento uma banana esmagada com bolacha Maria (fui ao dentista mudar arames, mastigar não é tarefa leve) e tomo um chá em conversa com o companheiro de casa francês.
Agarro uns apontamentos de master e vou para um bar com almofadas, num café de conversa de fim de tarde. O trabalho ficou lá longe, o parco jantar também.
A companhia humana vai-se e ficam-me os apontamentos que quero revisar antes da reunião de supervisão,a manhã no fim do trabalho.
Meia hora depois estou na fila para comprar os bilhetes para o encerramento em grande do Festival de Cinema Brasileiro. O amigo chega atrasado e nem nos damos conta de que há mais do que só filme. A cerimónia que não esperamos começa com uma apresentação que inclui entrega de um prémio pela Betty Faria (de manga curta no frio mediterrânico), continua com mini conversa de "que fazes" com uma ex companheira de faculdade portuguesa e segue com um brilhante filme brasileiro (Tropas de Elite).
A saída do cinema tem cheiro a pólvora e a favela. Tem cheiro a samba e a calor. Barcelona deixa de parecer latina, passa a ter cor amarelada e verde.
Na onda ainda alucinada da noite chego a casa com mistura de sensações. Sabe bem. Sabe a mistura de culturas. A movimento e a cor. A calor de gente. A dias que não terminam.
Entre Bettys Farias encontradas plo caminho e António Pedro Vasconcelos cumprimentados em festivais de cine Luso (com outro excelente filme, Call Girl). Com amigos sempre perto.
É bom andar misturado por coisas de cores diferentes.

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