Friday, May 30, 2008

Cansaço...

Sinto-me exausta. Perfeitamete exausta.
Sem uma pinga de força para o que quer que seja.
Nesta semana tive uma reunião com 25 pessoas para avaliação pré-intervenção (mi proyectito de master); dei uma aula aos alunos de 1º ano de master com o meu grupo de 2º ano; introduzi mil dados no PC para anallizar os resultados passados; organizei os grupos de trabalho del proyectito; planifiquei as sessões ao milímetro e preparei o respectivo material; dei a sessão ao grupo 1; fui ao IKEA comprar uma tomada e uma vela de baunilha para me inspirar; dei a sessão ao grupo 2; planifiquei a sessão de amanhã do grupo de apoio que co-conduzo; estive com pessoas que considero muito e que me são importantes; tive uma reunião com a agência que nos aluga a casa a ver se nos poderemos manter por aqui; e corri. Corri muito para chegar a todo lado a horas, para cruzar a cidade de ponta a ponta, para conseguir trabalhar e comer no meio disto tudo. E dormir o que se pode.

Por isso sinto-me exausta. Só escrevo aqui, com as forças que me restam, para me lembrar desta semana sui generis, em que senti tantas coisas diferentes e em que, apesar de estar a terminar de língua de fora, me realiza.
Lavei e estendi roupa, cozinhei para um amigo que me esteve a ajudar com os dados de computador, fui comprar salsichas de leite (raio de modernices), trouxe fruta para oferecer a um amigo que veio para um chá num momento de trabalho a meio da manhã; jantei em meia hora com uma amiga muito bonita; tive conversas fora de horas com um companheiro de master; ofereci um colar à minha companheira de casa e pendurei na parece a bruxa com guisos que me emprestou para me dar sorte à semana; cosi uma camisola que estava descosida na manga;....

E senti muito a falta de alguém com quem partilhar um momento mais meu. Senti falta de alguém que me ajudasse, me estendesse uma mão e me preparasse uma comida para levar ao trabalho e não ter de comer tortilha comprada de novo... Alguém que me fizesse ir dormir antes das 2 e me acomodasse os lençóis brancos...
Alguém que me dissesse onde está o meu lápis preto dos olhos. Ou que me fosse buscar sumo de laranja ao supermercado ao lado, para o pequeno almoço....

Nesta Edite, sinto eu, cabe tudo.
Mas às vezes também cabe a fragilidade assumida, dentro da pequenez.
Às vezes também cabe a cabeça que quer pousar mais acolhida.

Eu corro, vivo, vibro, sinto, flutuo e pairo.
Mas também sinto a falta ou a vontade singela de ter quem às vezes tome um pouco conta de mim...
Estou cansada. Estou bem. Estou eu.

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