Tuesday, January 6, 2009

Sabores...

Bom chá!
Se faz frio lá fora e se quer dar sabor ao dia.
Chá. Daqueles que cheira forte e sabe suave.

Reis em "família"



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Quando as festas familiares de muita gente se celebram entre uns poucos (bons) amigos, entre jantares caseiros, bom vinho, coroas de papel e bailoteo por todo o lado, as coisas sabem bem!

Vale para o conflito lá longe e cá perto

"Cada vez que se incrementa el conflicto y las hostilidad retrasamos el tiempo de la solución."
Estas palavras estavam por lá perdidas pelo El País desta manhã.
Aplicavam-se ao conflicto Israelo-Palestiniano, mas bem podiam aplicar-se a cada canto.

É dia de Reis, hoje. A monarquia dos presentes dá-nos um dia de fiesta, e podemos ler o jornal com calma pela manhã, já que não há família onde ir almoçar e trocar presentes.

Sunday, January 4, 2009

Duas realidades

Um por do sol qualquer em Portugal.
Gaza at the sunset.

São duas realidades. Mas numa vive-se e na outra sobrevive-se (se é que sim).
Remoo-me nesta tarde de trabalho de tese de master, por um lado, e conhecimento de novidades da Gaza directamente pelo chat com uma palestina de Ramallah.
Estou tranquila, quente e cómoda, aqui. Passeei, caminhei, corri, conversei, tomei um café, respirei ar puro e sol em companhia que escolhi. Nesta cidade que não é originalmente minha mas onde estou em casa a 100%. Noutro lado, há gente que foge, se esconde, morre e mata. Longe de quem quer, agarrados à terra que querem mais que a tudo.

Sinto-me um pessolet no mau sentido, impotente, pequeno, frito pelo pouco conhecimento e pela angústia de saber se a gente que conheço lá está bem.
De repente irrita-me o rabo sentado na cadeira fofa. E mesmo sabendo que não é o único lugar do mundo onde coisas destas se estão a passar neste exacto momento, é lá que estou agora.
Irrita-me. Irrito-me pela anedonia em que posso passar dias, mergulhada na existência cómoda e afastada de males maiores.

Bem sei que é assim. Mas irrita-me. E não sabendo mais que dizer e fazer vim cá espirrar esas sensações.

Saturday, January 3, 2009

2 anos

Dois anos em Barcelona.
A viver vida, a sentir coisas, a sugar o mundo, os mundos, as gentes.
Vim há dois anos para cá. Tinha o cabelo diferente e sentia-me aberta, receptiva.
A surpresa foi dando lugar ao conforto, ao encaixe, à agradável sensação de pertença.
E hoje, dois anos passados desde a chegada inicial, alegro-me pela escolha, pela iniciativa, pelo passo.
Fez a diferença.
A Edite de hoje acredita ainda mais que tudo é possível.
E acredito nas diferenças. Nas possibilidades. Nos acasos. Nos caminhos e nos encontros.
Gosto desta cidade onde me movo e continuo a sentir o disfrutar de cada passo que dou e que, não dando, me deixa aberta a porta na mesma.

Viver em Barcelona tem sido viver Barcelona, tem sido viver Bem.

E vão dois anos....

Trabalho e Aventuuuuuuuura!




Sábado de manhã, depois de noite com bom jantar e bom vinho. Friozinho lá fora. Mas trabalho pla frente.
A sorte? A sorte é que nao é um trabalho qualquer.
Como responsável do departamento de formação, tínhamos que ir conhecer in situ as condições laborais e as necessidades do nosso alvo de formação para um projecto a aguardar aprovação.
E foi assim que a cordenadora do departamento se junta à sua colega de empresa e passam uma tarde no parque de atrações! (Ninguém tem culpa que esta seja a empresa que nos contrata e nos peça para os visitarmos e vermos tudo, verdade?)
:)
E entre muito frio, neblina e diversão, o Sábado passou a voar. Como nós na Montanha Russa e na atração do Aladino.
Tem piada ter um trabalho com piada!:)

Friday, January 2, 2009

Volver

Voltar sabe bem.
A distância potencia a frescura do reencontro.
E depois de um dos voos mais chatos da vida (a malta da Ryanair devia estar realmeeeente aborrecida por ter que trabalhar ontem, porque uma disposição assim até assusta!), e da viagem que separa Girona a BCN, soube bem abrir os olhos na Carrer Sardenya y ver pelas frinchas do sono a arquitectura que me continua a encantar e a luz da 1 da manhã.
E foi bom voltar a falar castellano. E foi bom sentir o ambiente, a temperatura, a atmosfera na pele.
E estar à porta de casa a procurar as chaves de Casa.
Entrar no prédio de paredes trabalhadas, sorrir com o cheiro, e subir devagarinho até ao Principal, até ficar entre as paredes brancas que me acolhem.
Ser bem-vinda à Pata Pata home pela companheira, num papel rabiscado pendurado na porta e abrir as portas do quarto que me esperava, cheio de branco e cores por todo o lado. E sorrir sem querer e apesar do sono, porque sabe bem voltar.
Ser acolhido pelo clima que se deixou deve ser das sensações mais agradáveis para quem, como eu, faz da inquietude física (e não só) uma rotina.
E é bom acordar na minha Barcelona. Ver pela janela pouco aberta a cidade para onde vou sair, antes mesmo de me levantar.
Sair bem fresca pela manhã deserta em direcção ao emprego animador e retomar a rotina espanhola das cervejas às 3 da tarde sem almoçar.

São as banalidades, as coisas pequenas e os pormenores que me constroem a vida. Que lhe dão cor. São as vistas da manhã, o cheiro da tarde e os passos no frio que me motivam e é nisso que encontro o brilho especial que tem Barcelona de cada vez que me afasto um pouco.

E sabe bem voltar para os amigos, responder a convites de gente que sabe que se chegou e com quem se retomam os prazeres da vida quotidiana.

Caramba, que sabe mesmo bem voltar com energia e mantê-la cá dentro bem quente, para aguentar o frio mediterrânico.