Tuesday, November 10, 2009

Uma história


Sempre achei piada às coincidências e aos encontros que o cosmos faz por nos por em frente.
E esta semana aconteceu um mais....

Saí do metro, num dia em que me deu por caminhar e sair antes. Era tarde, fim de dia de trabalho.
E de repente, veio-me à cabeça uma personagem que me passou pela vida.
O meu flying neighbour...
O jovem que "voou" pela janela no passado Janeiro ou Fevereiro e com quem, a partir daí estabeleci uma relação engraçada.
Depois de uns quantos encontros no verão, em que comemos bem (até à última obstinada migalha de prato, logicamente!), falámos muito e nos gozamos mutuamente (um obsessivo-compulsivo e uma psicóloga-exressóloga têm muito por onde ser gozados!), criou-se uma cumplicidade de vida.
De vida pelo incentivo a ela, pelo hino que lhe prestamos. Eu pela força vital que acredito exisir. Ele por ter recebido um bonus life inesperado, quando ao cair daquele terceiro andar pediu os óculos e me respondeu às perguntas, deitado no chão.
Nessas noites frescas de verão falámos de tantas coisas como a inspiração trouxe. Entre elas, de um filme de uma realizadora espanhola, a Isabel Coixet, de quem, tempos depois vi o filme e fiquei com a maravilhosa música. O Roger veio-me à ideia.
E depois o tempo mudou e as rotinas também. E do Roger não soube mais. LLeida tem-no ainda em recuperação. Decidi mandar-lhe uma mensagem, depois deste tempo todo. Desejar que andasse bem. E continuei a caminhar, do metro até casa, tranquilamente no final do dia....


E então cheguei a casa. E em cima da mesa estava um envelope invulgar. No destinatário, o E de Edite e o I de Inés estavam entrelaçados. Era uma carta do Roger para as vizinhas do Principal.
Continha um CD com músicas, metido num envelope cuidadosamente trabalhado em colagens.
A música era do filme da Isabel Coixet que eu tinha visto há tempos.
A primeira música é a que está acima.
E eu acredito que o cosmos nos vê lá de cima.

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