Escrever…
Escrever tornou-se necessidade.
Quando chego a casa sinto a falta de teclas nos dedos. Sinto as ideias a fluirem enquanto lavo os pratos ou cozinho ou arrumo a roupa espalhada ou escolho o detergente novo.
Escrever tornou-se numa higiene mental e num alinhar de ideias necessário.
Há mais de dois anos e meio que me relaxo aquí, nesta Edite em Barcelona. E com a amiga-supervisora que me lê as palavras além dos gestos. E agora com o jornalista grego que me conhece os passos. Às vezes relaxo-me nas palavras de folhas de papel do caderno-viajante. E outras em missivas de papel e caneta dirigidas às almas de quem gosto.
Mas o escrever está sempre.
Sinto-lhe o vazio quando o tempo me afasta desse deslindar de ideias, deste deslizar por letras palavrentas.
Escrever dá-me paz e põe-me orden no espírito inquieto.
É uma forma de rever e reavivar sensações. De criar oásis de reflexão e criação de imagens.
Sinto necessidade de mais e de coisa nenhuma, quando escrevo palavras com sentidos próprios. Sinto que se completa um círculo qualquer que me permite respirar de uma forma mais atinada e certeira.
Nesse movimento misturo palavras em várias línguas. Há coisas que sei sentir melhor em espanhol. Outras que me definirão sempre em português. Outras coisas que me saem espontaneamente em inglês. E às vezes uma pincelada de editês acabado de inventar ou advindo das misturas em que me movo.
Escrever é uma forma de sentir.
Monday, July 13, 2009
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