Wednesday, April 30, 2008

Paisagens de dentro


Levamos dentro o que nos passou fora e nos marcou.

Esta imagem tem um pouco de muita coisa: as cores do meu quadro preferido do RR, um ilustrador amigo; as mesmas folhas de árvore do jardim da Cordoaria onde cresci; a cor azul da minha mancha do braço; o nevoeiro das noites em que se ouve a ronca no Atlântico; o passeio de cimento que me apoiou os passos das intermináveis caminhadas; o sol encoberto das manhãs de primavera tímida. E aquele ar final de mistério insondável, de não saber que há atrás ou à frente, que me marca um pouco a vida.
Pronto, achei fixe a foto, já tá!
:)
Tenho andado por cá, a viver.
Entre entrevistas em empresas (ontem Nestlé) por causa do Projecto de master que correm bem e me lançam o desafio de me explicar a directores de formação em castellano, até ao seguimento da condução dos grupos de master. Passando por dentistas que me apertam os dentes; ondas de cansaço que me deixam com cara de zombie; e saudades imensas de um par de pessoas.... (raisparta esta sensação de querer teletransportar certas pessoas para os teus braços às vezes!... Ou para o teu colo e dar-lhes mimos. Ou para o mesmo sofá, pelo menos...).
Gosto da cidade e das pessoas que cá moram porque me fazem sentir acompanhado mesmo passando todo o dia sozinha. A onda geral é boa. É boa, é.
A verdade é que sem família, sem loverperson e sem amigos de toda a vida, às vezes dá para passar um belo par de dias mais sozinho. Mas a cidade ajuda a que esse facto não avalanche o ânimo.
Tranquila, encaixada e bem. Com una miqueta (bocadinho) de saudades, mas bem.
E chega de divagações, que eu só vinha mesmo era por a foto que achei gira:)

2 comments:

Anonymous said...

é gira, é. quanto ao texto, só faltou uma música de violinos para acompanhar :)

ana said...

e umas meninas a comer cerejas, abraçadas uma à outra.

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