Sunday, August 26, 2007

EDITE@RMN

Em directo da Romenia, nao podia deixar de deixar impressoes ainda coloridas pela emocao (E pautadas pelo teclado de uma lingua que nao usa acentos nem cedilhas:)
Estou neste momento num ciber cafe na Piaza Romana, em Bucareste.
Tenho ao meu lado romenos loiros, outros morenos. Tenho dentro muitas cores, ruas, gentes, cenas, paisagens, cheiros...
Nadei no Mar Negro, na Bulgaria, rodeada de uma lingua da qual nada se entende e de ondas quentes de uma mar pouco salgado. Sequei ao sol nessas praias em que ao nosso lado nao se entendem os gritos das criancinhas nem as preocupacoes dos pais... E o meu corpo escorreu sal da agua e suor do corpo acabado de sair do mar....
Viajei numa pequena lancha de um romeno que ganha a vida a passear no Delta do Danubio, ja de volta a Romenia. E nas aguas esverdeadas do braco Georgio do Danubio vi nenufares e paz. Vi o meu sorriso reflectido e um bando de passaros perfeitos de grandes bicos a voarem. Toquei a natureza no fundo da alma e ela tocou-me a mim, no mais perfeito dos encontros... Senti-me acima da agua e mais comigo do que quando olho para dentro.
Nas estradas de po vi gente. De lencos na cabeca, mulheres. Meninos a brincar, algum nu e moreno. Burros por todo o lado. Casas com muros azuis e telhados de colmo. Cruzes pela estrada a indicar, um a um, os mortos em cada lugar. Carros Dacia, do tempo em que o Comunismo ditava as leis (E os carros), a serem ultrapassados pelos BMW que tomam conta dos crescentes espacos urbanos. Sobretudo vi na minha alma algo diferente. Algo que me faz viajar a mais quilometros do que os que o carro onde me sento vai...
De volta a cidade, a Bucareste ja palmilhada. Uma Bucareste de contrastes, de extremos. De casas enormes, monumentos imponentes e edificios escuros e morbidos. Igrejas ortodoxas coloridas. Gente com dentes de ouro que para na rua se percebe que se esta perdido e orienta, em romeno e sorrisos. Outra gente com olhos fugidios que te foge e te evita e nao te olha nos olhos...
A incrivel Bucareste.
As inciveis Tulcea, Constanca, Obzor, e tantas pequenas povoacoes que me marcam os olhos e dentro... Bem dentro...
Ainda faltam coisas para ver. A viagem ainda nao terminou.
Mas no meio de Bucareste, neste ciber cafe estranho, no calor de uma noite de trovoada, fica o relato das sensacoes que transbordavam, ja...
Incrivel viagem....

4 comments:

Unknown said...

jeitosa,
explica-me:
estas de ferias?
estas a viajar sem tempo limite?
amanha onde estas??
um dia saiste para comprar pão e...olha, ainda não regressaste??
please responde a mail. sim?
saudadinhas boas

Anonymous said...

que delícia

Tiago Fardilha said...

Que inveja!!! Vi uma vez uma reportagem de 5min no "EuroNews" sobre o Delta do Danúbio e foi amor à primeira vista. Território virgem que o turismo ainda não estragou... pareceu-me que aquelas personagens inesquecíveis do "Gato Preto, Gato Branco" podiam estar à espreita a cada esquina, ou a cada curva do rio. ;)

Mariny said...

Desculpa lá, mas não paras quietinha? Ela é Amesterdão, ela é Roménia...enfim, tou a ver que se curte e bem por aí.

Beijinhos e saudades desta prima emprestada;)

Mariana