Da experiência da Edite em Barcelona também fazem parte as passagens a Portugal.
E neste momento este post é escrito num dos pontos do luso-país onde deslizo nesta passagem.
Paisagens bonitas, sítios encantadores, comida excelente e acima de tudo, as minhas pessoas.
É isto de que me abasteço neste país de onde saio e que me faz ir ainda com mais vontade para o país que me acolhe cada vez mais e cada vez mais de vez.
Acima de tudo as presenças amigas de gente que me sorri porque me conhece bem. Que me ouve porque sabe o que está para trás, a quem ouço porque entendo só com olhares, com quem me rio porque nos sentimos bem sem saber porque.
Este post, a ser sobre esta visita a Portugal, deveria ter como título: "Pessoas: a minha experiência lusa". É delas que me nutro. É delas que levo a energia renovada que me recorda passados e que me permite lembrar as pequenas coisas que me foram construindo.
Volto a casa - a Barcelona - no próximo Domingo, dia 29 de Julho. Levo telefonemas, mensagens trocadas com facilidade, conversas e gargalhadas na primeira pessoa, noites de felicidade, momentos de magia partilhada e experiências únicas e capazes de me moverem até ao fim do mundo com sabor a maçã.... :)
A aventura em Barcelona continuará. Porque o balanço, como eu fui percebendo, continua positivo e o futuro mantém-se promissor.
Sem saber se um dia este blog passará a ter o nome de "Edite em BCN e em NYC e em Lx e em.....", neste momento manterá convictamente o nome e toda a energia que ele alberga.
A Edite escreve agora de portugal, mas a Edite está em Barcelona...
E a volta vai pouco carregada de mochilas (é a vantagem de tanta viagem, o aperfeiçoar do travel light!) e muito de emoções e vivências perfeitas com gente genial. A minha gente.
A Edite volta em breve a BCN e vai feliz. Porque volta aonde gosta e leva o que gosta de cá!
Tuesday, July 24, 2007
Thursday, June 28, 2007
Un cortado na mesa e pés ao caminho
O caminho - e isto é parte do meu balanço interno - foi longo. Por vezes fez-se curto e por vezes fez-se monstro.
Mas sobretudo fez-se caminho. E, tipicamente meu, fez-se intenso.
Neste momento em que de futuros não sei, sei que tenho ganas de tomar cortados mais tempo e de deixar que os pés me levem aonde eu sei que posso chegar.
6 meses de experiência. Dores de alma até mais não e satisfação e vitórias até estourar. No meio de tanta emoção, e feitas contas de cabeça (ou de coração, no caso!), o balanço só pode ser este: o de positivo até mais não!
6 meses depois - Portugal por 15 dias
Amanhã, às 11:25 o avião que me leva a Portugal aterra no aeroporto do Porto e põe-me os pés em terra Lusa, durante 15 dias. Precisamente 15 dias, o maior período em Portugal desde que vim para cá, a 3 de Janeiro deste ano.
Ao fim deste tempo, o local de acolhida transformou-se no de vida. E eu, que de futuros não percebo nada, sinto que a cidade de origem do voo de amanhã ainda me terá por cá inteira por mais alguuuuuuum tempo.
O voo de amanhã não é o de regresso, na realidade. É só o de destino. O regresso é pra este lado. O lado ao que me sinto pertencer neste momento da vida.
E hoje balanço entre o desejo imenso de ida e um certo descoforto por deixar este lugar de conforto pessoal!
Estes últimos dias foram de imensa ansiedade! Penso a cada minuto nos amigos de quem tenho tantas saudades. Imagino conversas, passeios, sorrisos. Imagino como estarão as amigas a quem cresceu o cabelo, às que lhes nasceram filhos,... Os amigos que começaram a trabalhar, os que passam por maus bocados, os que andam eléctricos,... E sinto um terrível desejo de tocar esses cabelos, de ver esses bebés, de ouvir todas as histórias e de aparar algumas lágrimas! Sinto vontade de abraçar cada pessoa de quem sinto falta. Sinto uma enorme expectativa de falar em vez de escrever. De poder olhar nos olhos e rir-me. E que a outra pessoa me veja e se ria do meu novo sorriso cheio de dentes e com aparelho.
Nunca me senti assim, de expectativa e saudade. Enquanto escrevo descubro-me meia pateta e lamecha, com uma daquelas cenas salgadas que escorrem plas bochechas e sabem a mar.
Se eu não voltasse amanhã provavelmente estava na praia. A pensar onde comeria o próximo gelado ou no próximo evento grátis a que podia assistir. Ou a ler um livro técnico para preparar um qualquer trabalho. Entretida na minha vida de cá.
Mas não. Amanhã o voo parte e eu vou dentro. E saio do avião e estou num país cheio de amigos!
E vou poder tocar-lhes de verdade e vamos poder partilhar os pedaços de vida de que os ultimos meses foram recheados.
Levo uma mala pesada de coisas para contar e um ouvido a arrastar pelo chão, com tanta coisa por ouvir.
6 meses depois levo-me a Portugal. E estou tremendamente entusiasmada e contente com isso.
Minhas pessoas: vai ser bom estar com vocês! Porque a saudade aperta. E esta saudade eu só a posso dizer em português.
Écharé de menos a mi vida en esta ciudad durantes estes 15 dias, também. Mas neste momento, têm razão os linguistas que dizem que nada mostra tanta saudade como a nossa palavra para isso.
Minhas pessoas que estão em Portugal: a partir de amanhã quero-vos perto!
Ao fim deste tempo, o local de acolhida transformou-se no de vida. E eu, que de futuros não percebo nada, sinto que a cidade de origem do voo de amanhã ainda me terá por cá inteira por mais alguuuuuuum tempo.
O voo de amanhã não é o de regresso, na realidade. É só o de destino. O regresso é pra este lado. O lado ao que me sinto pertencer neste momento da vida.
E hoje balanço entre o desejo imenso de ida e um certo descoforto por deixar este lugar de conforto pessoal!
Estes últimos dias foram de imensa ansiedade! Penso a cada minuto nos amigos de quem tenho tantas saudades. Imagino conversas, passeios, sorrisos. Imagino como estarão as amigas a quem cresceu o cabelo, às que lhes nasceram filhos,... Os amigos que começaram a trabalhar, os que passam por maus bocados, os que andam eléctricos,... E sinto um terrível desejo de tocar esses cabelos, de ver esses bebés, de ouvir todas as histórias e de aparar algumas lágrimas! Sinto vontade de abraçar cada pessoa de quem sinto falta. Sinto uma enorme expectativa de falar em vez de escrever. De poder olhar nos olhos e rir-me. E que a outra pessoa me veja e se ria do meu novo sorriso cheio de dentes e com aparelho.
Nunca me senti assim, de expectativa e saudade. Enquanto escrevo descubro-me meia pateta e lamecha, com uma daquelas cenas salgadas que escorrem plas bochechas e sabem a mar.
Se eu não voltasse amanhã provavelmente estava na praia. A pensar onde comeria o próximo gelado ou no próximo evento grátis a que podia assistir. Ou a ler um livro técnico para preparar um qualquer trabalho. Entretida na minha vida de cá.
Mas não. Amanhã o voo parte e eu vou dentro. E saio do avião e estou num país cheio de amigos!
E vou poder tocar-lhes de verdade e vamos poder partilhar os pedaços de vida de que os ultimos meses foram recheados.
Levo uma mala pesada de coisas para contar e um ouvido a arrastar pelo chão, com tanta coisa por ouvir.
6 meses depois levo-me a Portugal. E estou tremendamente entusiasmada e contente com isso.
Minhas pessoas: vai ser bom estar com vocês! Porque a saudade aperta. E esta saudade eu só a posso dizer em português.
Écharé de menos a mi vida en esta ciudad durantes estes 15 dias, também. Mas neste momento, têm razão os linguistas que dizem que nada mostra tanta saudade como a nossa palavra para isso.
Minhas pessoas que estão em Portugal: a partir de amanhã quero-vos perto!
Tuesday, June 19, 2007
Uma experiência noutro link: www.corpovoz.blogspot.com
Em alguma altura tinha que os juntar.
O blog da minha aventura em BCN e o do meu trabalho, do Projecto Jogos de Corpo e Voz.
E aqui fica, nesta altura em que a aventura em Barcelona fez nascer este fruto que considero mágico e magnificamente compensador.
Não adianto mais neste, porque o resto pertence ao blog do Projecto que me trouxe aqui e pelo qual aqui estou: o Projecto (e o meu projecto) de trabalho em grupo.
Adianto que estou feliz de uma forma que não posso quantificar. Profissional e pessoalmente, pela experiência que diz que tudo vale a pena.
Mais?
Aqui: www.corpovoz.blogspot.com
O blog da minha aventura em BCN e o do meu trabalho, do Projecto Jogos de Corpo e Voz.
E aqui fica, nesta altura em que a aventura em Barcelona fez nascer este fruto que considero mágico e magnificamente compensador.
Não adianto mais neste, porque o resto pertence ao blog do Projecto que me trouxe aqui e pelo qual aqui estou: o Projecto (e o meu projecto) de trabalho em grupo.
Adianto que estou feliz de uma forma que não posso quantificar. Profissional e pessoalmente, pela experiência que diz que tudo vale a pena.
Mais?
Aqui: www.corpovoz.blogspot.com
O dia 18 chegou e já passou!
O 1º ano de Master está terminado!
A Memória final, trabalho que me consumiu até aos nervos mais miudinhos do meu sistema nervoso, até às glândulas mais escondidas do meu sistema endócrino e que, a par de situações pessoais que não escolhem timmings me levaram à loucura durante 5 dias, está entregue e terminado!
E ontem, num jantar (típico) de final de trabalho, os 16 companheiros de master juntaram-se aos 4 coordenadores e professores e numa noite de sangria, vinho e pica-picas riu-se bastante e aliviou-se uma tensão que percorreu a todos de uma maneia intensa: a de terminar um ano de muito esforço, de grande trabalho e de um crescimento pessoal que levou cada um em sua medida (e eu na máxima medida, claro!, que nestas coisas continuo a ser 8 ou 80!) a dar o litro! :)
Em mim criou-se a sensação instalada de trabalho feito. De um investimento que chegou ao fim, pelo menos para esta etapa. De um grande esforço compensado pela satisfação de ter aprendido. de ter visto, vivido, conhecido tanto a nível de Grupos.
Está completo assim o meu 1º ano de Master. Tenho, neste momento, uma Pós-Graduação que me certifica as Habilidades de Conducção de grupos, mas mais importante do que isso, tenho em mim a certeza de que a escolha não podia ter sido mais acertada e de que os Grupos são de facto, a minha paixão laboral.
Neste ano eu perdi muito, perdi muita gente (no mundo da gente, perder uma já é muito, já é de mais!) e de muitas maneiras. Dei comigo em louca em algumas alturas. Senti-me meia perdida em alguns momentos. Mas do que nunca, nunca, nunca, duvidei foi do quanto esta experiência VALERIA A PENA! E valeu, camandro, valeu!
Valeu sobretudo porque fui capaz de chegar ao final. Porque sinto hoje, dia 19, em que as minhas olheiras ocupam mais de metade da cara já de si pequena, que vale a pena ir atrás.
Mesmo que se percam coisas (porque se perdem sempre coisas), o que se ganha, penso e sinto eu, fará com que tudo compense. Ou a curto prazo, como quando no dia a seguir ao fim se toma um duche e se anda pela casa de cabelo molhado e aliviada. Ou a médio prazo, quando se sentir que se tem algo mais dentro. Ou a longo prazo, quando eventualmente o que se perde pelo caminho se volta a recuperar. E eu sinto que há "coisas" a recuperar e que a força que ganho agora me permitirão lutar para voltar a ganhar.
Este é um post com cansaço de corpo à mistura. (Um corpo para o qual ficar em casa em dias de sol sem se mover muito excepto pelos dedos no teclado e pelas meninges no cérebro é tortura!). É um post de emoções misturadas porque entre o alívio, o respirar de novo e a angústia de coisas pessoais, o espectro é largo.
É um post de sensações confusas e ideias ainda pouco claras, excepto pela de querer sentir sol na pele e torcer para que o dentista não me magoe hoje (apertará pela primeira vez os meus brackets! Brrr! :).
Este é um post numa altura em que marca fins Alguns que aliviam, alguns que doem. Mas fins que valem a pena porque permitem avançar e seguramente melhorar. É o início da reconstrução, do descanso e de um caminho novo, com mais coisas e menos coisas mas em que tudo se traduzirá, creio eu, em chegar onde se quer da melhor maneira.
E eu, claro, quero chegar longe!
Hunnnnnnnnnf! Respiro.
A Memória final, trabalho que me consumiu até aos nervos mais miudinhos do meu sistema nervoso, até às glândulas mais escondidas do meu sistema endócrino e que, a par de situações pessoais que não escolhem timmings me levaram à loucura durante 5 dias, está entregue e terminado!
E ontem, num jantar (típico) de final de trabalho, os 16 companheiros de master juntaram-se aos 4 coordenadores e professores e numa noite de sangria, vinho e pica-picas riu-se bastante e aliviou-se uma tensão que percorreu a todos de uma maneia intensa: a de terminar um ano de muito esforço, de grande trabalho e de um crescimento pessoal que levou cada um em sua medida (e eu na máxima medida, claro!, que nestas coisas continuo a ser 8 ou 80!) a dar o litro! :)
Em mim criou-se a sensação instalada de trabalho feito. De um investimento que chegou ao fim, pelo menos para esta etapa. De um grande esforço compensado pela satisfação de ter aprendido. de ter visto, vivido, conhecido tanto a nível de Grupos.
Está completo assim o meu 1º ano de Master. Tenho, neste momento, uma Pós-Graduação que me certifica as Habilidades de Conducção de grupos, mas mais importante do que isso, tenho em mim a certeza de que a escolha não podia ter sido mais acertada e de que os Grupos são de facto, a minha paixão laboral.
Neste ano eu perdi muito, perdi muita gente (no mundo da gente, perder uma já é muito, já é de mais!) e de muitas maneiras. Dei comigo em louca em algumas alturas. Senti-me meia perdida em alguns momentos. Mas do que nunca, nunca, nunca, duvidei foi do quanto esta experiência VALERIA A PENA! E valeu, camandro, valeu!
Valeu sobretudo porque fui capaz de chegar ao final. Porque sinto hoje, dia 19, em que as minhas olheiras ocupam mais de metade da cara já de si pequena, que vale a pena ir atrás.
Mesmo que se percam coisas (porque se perdem sempre coisas), o que se ganha, penso e sinto eu, fará com que tudo compense. Ou a curto prazo, como quando no dia a seguir ao fim se toma um duche e se anda pela casa de cabelo molhado e aliviada. Ou a médio prazo, quando se sentir que se tem algo mais dentro. Ou a longo prazo, quando eventualmente o que se perde pelo caminho se volta a recuperar. E eu sinto que há "coisas" a recuperar e que a força que ganho agora me permitirão lutar para voltar a ganhar.
Este é um post com cansaço de corpo à mistura. (Um corpo para o qual ficar em casa em dias de sol sem se mover muito excepto pelos dedos no teclado e pelas meninges no cérebro é tortura!). É um post de emoções misturadas porque entre o alívio, o respirar de novo e a angústia de coisas pessoais, o espectro é largo.
É um post de sensações confusas e ideias ainda pouco claras, excepto pela de querer sentir sol na pele e torcer para que o dentista não me magoe hoje (apertará pela primeira vez os meus brackets! Brrr! :).
Este é um post numa altura em que marca fins Alguns que aliviam, alguns que doem. Mas fins que valem a pena porque permitem avançar e seguramente melhorar. É o início da reconstrução, do descanso e de um caminho novo, com mais coisas e menos coisas mas em que tudo se traduzirá, creio eu, em chegar onde se quer da melhor maneira.
E eu, claro, quero chegar longe!
Hunnnnnnnnnf! Respiro.
Wednesday, June 13, 2007
Um pouco de mim num sitio especial
Ao fim de muito tempo cá decidi-me a visitar a Casa Batlló, que me fascinava ao passar...
Os azuis da fachada, a luz do primeiro andar, cada detalhe me intrigava e encantava, ao vê-la de fora. E num dia de sol, com boa companhia e uma onda de tranquilidade, o estudo deu-se uma pausa e entrei finalmente noutro dos universos delirantes deste inspirador da cidade.
E estas são algumas das imagens de luz, cor, efeitos (e olheiras, para não variar muito o estilo
pessoal:) desse momento em que pus os pés e os olhos no interior de mais uma criação Ghaudi e gostei!Saturday, June 2, 2007
Break no estudo
Estou na varanda de casa, com os pés em cima de uma cadeira e o pc portátil no colo. Está sol e uma tempertura daquelas que me faz sentir dentro de uma bolha. Sem frio nem calor. Amenamente envolvente. Ouço música. E leio. Leio sobre níveis de activade de grupo, sobre comunicacão não verbal, sobre dinâmicas potencialmente negativas, sobre papeis grupais... Leio em espanhol sem parar até que venho aqui descansar.
Rio-me por responder ao telefone, perante um convite para café, que não, não posso sair de casa porque estou a estudar. Outros Junhos já foram assim... Mas já não me lembrava da sensação... Recusar cafés por compromissos com livros. Que já não são livros senão belos artigos devidamente empacotados em formato PDF, que não se sublinham com marcadores coloridos, e aos quais, quando muito, se muda a cor da letra automaticamente, para lembrar que é importante.
Está sol e preferia estar na praia ou numa esplanada na Gracia ou no Raval. Mas estou aqui, entregue aos assuntos teóricos a que decide dedicar-me.
Rio-me e ponho a coisa em perspectiva.
São escolhas, Edite. Como em tantas outras coisas na vida. São escolhas.
E agora de volta aos "livros".
Rio-me por responder ao telefone, perante um convite para café, que não, não posso sair de casa porque estou a estudar. Outros Junhos já foram assim... Mas já não me lembrava da sensação... Recusar cafés por compromissos com livros. Que já não são livros senão belos artigos devidamente empacotados em formato PDF, que não se sublinham com marcadores coloridos, e aos quais, quando muito, se muda a cor da letra automaticamente, para lembrar que é importante.
Está sol e preferia estar na praia ou numa esplanada na Gracia ou no Raval. Mas estou aqui, entregue aos assuntos teóricos a que decide dedicar-me.
Rio-me e ponho a coisa em perspectiva.
São escolhas, Edite. Como em tantas outras coisas na vida. São escolhas.
E agora de volta aos "livros".
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