Thursday, October 4, 2007

No cucuruto de BCN...

Às vezes a cidade grande absorve-nos. Ou será a vida?
A verdade é que há momentos de necessidade de escapar. E para melhor escapar não procuro fora, mas sim mais dentro. E dentro há sítios como os que fui hoje... Ao cucuruto de BCN...

No fim do trabalho fazia sol.
Havia no ar cheiro a movimento. E havia à minha frente a agenda de BCN. E tornou-se o movimento no ar e a agenda no móbil perfeito. Arranquei para Montjuic, de metro e funicular, até entrar na Fundação Miró, na exposição "Kawaii!". Boa onda artística. E em seguida, veio o momento da boa onda natural.
O que se tem quando se vem mergulhado de uma boa onda externa e se fica a olhar o (in)finito, por entre folhas de árvores, num miradouro com banquinhos de madeira e vento...
Barcelona à vista. As sensações também... E o pensamento que voa por ali, como um papagaio de papel sem fio... E o ar que se respira é melhor, está ainda menos respirado. Tem mais sopro. Tem mais ar.
E o relaxe invade devagarinho... Chega pouco a pouco a sensação de tranquilidade, de acalmia...
As obrigações ficam na fila, como os documentos a imprimir na impressora. E o coração bate noutro tom que não o do mudar das luzes dos semáforos.
Sem avisar, a nuvem mais escuro passa a mais espessa. E o vento passa a impôr a presença. E as gotas pequenas, de chuva miudínha, crescem mais depressa dos que os filhos dos amigos.
E eu corro e já não adianta... O regresso é molhado. Mas quente por dentro...
No cucuruto de BCN, num deles e nem sequer o mais alto, o ar entra de outra maneira...

1 comment:

Anonymous said...

"E para melhor escapar não procuro fora, mas sim mais dentro. "
que boa edite anda por aí! beijos